UE pode aumentar prazo para Irã abandonar projeto nuclear

País não respondeu à data limite estipulada pelas potências ocidentais, que termina neste sábado

Efe

02 de agosto de 2008 | 09h37

O Irã não respondeu a um prazo informal dado pelas potências ocidentais para que o país abandone seu programa nuclear. Este sábado, 2, é a data limite para a resposta iraniana. Veja também: Especial: o programa nuclear iranianoDe acordo com um oficial da União Européia, diplomatas do bloco estão prontos para esperar mais alguns dias por uma resposta. No último dia 19 de julho, a União Européia ofereceu o fim das sanções impostas pela ONU ao Irã, caso o país abandone seu projeto nuclear.'Não há nada de novo. Mas não esperamos uma resposta para este final de semana', disse o diplomata, que pediu para não ser identificado. 'O que importa é que tenhamos uma resposta clara. O dia não importa'.Os Estados Unidos e a União Européia acusam o Irã de buscar armas nucleares com seu programa atômico. O Irã insiste que o projeto tem fins civis. Em junho, Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido, França e Alemanha ofereceram incentivos econômicos para o Irã interromper o enriquecimento de urânio. Alemanha pressiona Irã   O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, pediu em uma entrevista á revista Der Spiegel o Irã que uma resposta clara sobre a proposta das potências ocidentais. 'Apelo para que o Irã para de buscar mais tempo e nos dê uma resposta. Seria uma negligência não aproveitar esta oportunidade', disse. Irã critica EUAAutoridades iranianas acusaram os EUA de dois pesos e duas medidas por assinar um acordo de cooperação com a Índia, um país que não assinou o Tratado de Não Proliferação Atômica. O acordo foi avalizado pela Agência Internacional de Energia Atômica. O Irã expressa sua séria preocupação com a atitude americana, que tem corroído a credibilidade, a integridade e a universalidade do tratado", disse o representante do país na AIEA, Ali-Asghar Soltanieh. O tratado prevê que os EUA forneça tecnologia e combustível nuclear à Índia. Em troca, o país asiático permite que inspetores internacionais supervisionem suas instalações atômicas.

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