UE pode aumentar sanções contra Líbia e incluir portos

A União Europeia está considerando aumentar as sanções contra o governo do líder líbio Muammar Gaddafi e incluir um bloqueio a portos, que impediria exportações de petróleo e importações de combustíveis, disseram à Reuters fontes diplomáticas ocidentais.

DMITRY ZHDANNIKOV E EMMA FARGE, REUTERS

19 de maio de 2011 | 16h29

Uma fonte disse que os peritos da UE chegaram a um acordo para colocar seis portos do país -- Trípoli, Zuara, Zawiyah, Al-Khoms, Ras Lanuf e Brega -- na lista negra. Outras propostas poderão ser apresentadas ao comitê de sanções da UE na próxima semana.

Outro diplomata europeu disse que "um certo número de Estados da UE" acreditava que seria um passo sensato, e é possível que seja discutido pelos ministros de Relações Exteriores que se reunirão em Bruxelas na segunda-feira, embora não esteja formalmente na pauta da reunião.

O governo de Gaddafi está tentando aumentar as importações de combustível, usando uma brecha na sanções internacionais, depois de dois meses de ataques aéreos da Otan contra a Líbia.

A guerra civil paralisou as refinarias e Gaddafi necessita urgentemente da importação de combustível para as Forças Armadas e para manter os veículos civis rodando nas áreas que ele controla.

"O abastecimento no oeste da Líbia de produtos refinados ainda é suficiente. Potências ocidentais querem muito mais controle sobre o abastecimento à Líbia", disse uma fonte.

O debate ocorrerá provavelmente junto ao Comitê de Sanções da UE na próxima semana e poderia tornar-se lei no início de junho, caso seja aprovada, acrescentou.

Um terceiro diplomata da UE disse que havia um apoio "relativamente forte" para a ideia, que foi proposta pela Grã-Bretanha, mas um acordo político entre todos os 27 estados da UE seria necessário e isso exigiria mais tempo.

As discussões também podem envolver a empresa de transporte de carga estatal líbia, que não está na lista de sanções e conseguiu trazer pelo menos uma carga de combustível para o oeste da Líbia.

(Reportagem adicional de de Emma Farge, Dmitry Zhdannikov, Julien Toyer e David Brunnstrom)

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