UE retira curdos do PKK da lista de organizações 'terroristas'

Tribunal diz que decisão anterior foi inadequada; Turquia afirma que rebeldes estão escondidos no Iraque

Agência Estado e Associated Press,

03 de abril de 2008 | 11h29

Um tribunal da União Européia (UE) derrubou nesta quinta-feira, 3, a decisão por meio da qual o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, por suas iniciais em curdo) passou a fazer parte da lista de organizações consideradas "terroristas" pelo bloco. A corte declarou ilegal as decisões tomadas pelos governos dos países da UE de classificar tanto o braço político quanto o armado do PKK como organizações "terroristas" e de congelar dos bens do grupo.  Trata-se da mais recente de uma série de decisões do tribunal derrubando medidas similares adotadas anteriormente pela UE. A corte européia alega que os grupos colocados na lista não foram adequadamente informados da decisão nem tiveram o direito de apelar. O grupo curdo ganhou uma apelação no ano passado e obteve direito a uma nova audiência e a um novo processo para ser retirado da lista da UE. O PKK entrou na lista da UE em 2002, meses depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos. O Kongra-Gel, braço político do PKK foi incluído em 2004. Os Estados Unidos e a Turquia consideram o PKK um grupo "terrorista". A violência entre os rebeldes curdos e os soldados turcos já custou a vida de mais de 37 mil pessoas desde 1984, quando o PKK levantou-se em armas. O governo da Turquia afirma que sua ofensiva no norte do Iraque no mês passado teve como alvo bases usadas por cerca de 3 mil rebeldes curdos como plataforma de ataques no outro lado da fronteira.

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