UE revê sanções para possibilitar ajuda a rebeldes na Síria

A União Europeia vai reduzir de um ano para três meses o período de sanções à Síria a ser renovado a fim de facilitar uma eventual decisão de fornecer ajuda material aos rebeldes que lutam para depor o presidente sírio, Bashar al-Assad, disseram diplomatas nesta quarta-feira.

Reuters

28 de novembro de 2012 | 18h48

As sanções incluem proibição de vistos e congelamentos de bens para indivíduos e empresas ligados ao governo Assad, proibição da importação de petróleo da Síria e um embargo ao fornecimento de armas para o país.

O atual pacote vence em 1o de dezembro, e a expectativa era de que fosse renovado por um ano. Mas, por iniciativa da Grã-Bretanha, a renovação deverá ser trimestral.

"Isso passa uma forte mensagem ao presidente sírio, Bashar al-Assad, de que todas as opções permanecem sobre a mesa, e deixa clara a necessidade real de mudança", disse uma porta-voz da chancelaria britânica.

A validade mais curta "permitirá que a UE examine emendas ao embargo para possivelmente permitir o fornecimento de formas de treinamento e equipamento não-letal para os rebeldes sírios, como blindagens corporais", acrescentou ela.

Nesta quarta-feira, embaixadores dos 27 países da UE decidiram rever o pacote inteiro trimestralmente a partir de agora. Sua decisão deve ser finalizada na quinta-feira, durante reunião de ministros do Comércio do bloco, segundo um diplomata.

(Reportagem de Mohammed Abbas e Sebastian Moffett)

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