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Um quinto dos iraquianos é refugiado ou desabrigado, diz agência

Quase um de cada cincointegrantes da população iraquiana de cinco anos atrás, antesda invasão liderada pelos EUA, vive hoje como refugiado noexterior ou perdeu sua casa dentro do próprio país, afirmou umaagência internacional de ajuda humanitária na terça-feira. A Organização Internacional para Migrações (IOM) disse que2,7 milhões de desabrigados internos aumentam as pressões sobreos já fragilizados serviços básicos do Iraque, e que faltaverbas para atendê-los. A situação dos 2,4 milhões de refugiados no exterior, queestão em sua maioria na Síria e na Jordânia, também sedeteriora, afirmou a IOM, um órgão independente que coopera coma Organização das Nações Unidas (ONU) e suas agênciashumanitárias. "Há muito pouca luz no fim do túnel da crise humanitária doIraque", disse Jemini Pandya, porta-voz da IOM, em umaentrevista coletiva. "As condições de vida dos desabrigados edos refugiados têm piorado continuamente." Antes da intervenção de 2003, que derrubou do poder SaddamHussein, a população do Iraque somava cerca de 27 milhões depessoas. Um relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas paraRefugiados (Acnur) divulgado na terça-feira disse que, em 2007,dobrou em relação ao ano anterior -- para cerca de 45.200 -- onúmero de pedidos de asilo em países industrializados. Segundo a IOM, os refugiados e os desabrigados internamente-- estes conhecidos em geral pela sigla IDP -- que regressam aoIraque ou a suas casas respondem por cerca de somente 1 porcento do total. E muitos dos que regressam não voltam para suas casasporque essas foram ocupadas por outras pessoas -- normalmenteintegrantes de um outro grupo religioso -- ou foramdestruídas. Apesar de ter havido um grande número de refugiadosinternos durante o governo de Saddam, a invasão de 2003expulsou de suas casas dezenas de milhares mais, afirmou aIOM. Esse número elevou-se acentuadamente em 2006 como resultadode um recrudescimento da violência sectária, atingindo um picode 60 mil por mês. Alguns dos governos de Província do Iraque, incapazes deabsorver a massa de novos desabrigados, fecharam suasfronteiras para os IDPs. Já os países vizinhos limitavam aentrada de refugiados iraquianos por meio de restrições naconcessão de vistos. "Muitos IDPs vivem em abrigos inadequados ou superlotadosjá que, em sua grande maioria, não possuem nenhuma fonte derenda para pagar por aluguéis cada vez mais altos", afirmou ocomunicado. Mais de 75 por cento deles não possuem acesso às rações dogoverno e quase 20 por cento carecem de acesso a água tratada. Cerca de 33 por cento não conseguem obter os remédios deque precisam e somente 20 por cento recebem ajuda de agênciashumanitárias.

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