Sabri Elmhedwi/Efe
Sabri Elmhedwi/Efe

Uma pessoa morre em protesto perto de gabinete do premiê líbio

País segue instável a um mês das suas primeiras eleições; outras quatro pessoas ficaram feridas

MARIE-LOUISE GUMUCHIAN, REUTERS

08 Maio 2012 | 16h24

TRIPOLI - Uma pessoa morreu e várias ficaram feridas na terça-feira, 8, quando uma milícia armada que protestava diante do gabinete do primeiro-ministro da Líbia, em Trípoli, começou a atirar. O caso coloca em evidência a instabilidade do país um mês antes da realização de suas primeiras eleições.

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Testemunhas e autoridades afirmaram que a milícia, da cidade de Yafran, aproximadamente 100 quilômetros a sudoeste de Trípoli, estava no prédio do primeiro-ministro para pedir dinheiro do governo, quando o protesto ficou violento.

O porta-voz do governo Nasser El-Manee disse em entrevista coletiva que um membro das forças de segurança morreu no governo. Outras quatro pessoas foram feridas, sendo três integrantes das forças de segurança e um manifestante.

Mais cedo, um guarda de dentro do complexo do premiê disse acreditar que quatro pessoas tinham sido mortas.

"A liberdade não significa caos", disse Manee. "Esperamos que não ocorram mais fatalidades como essas." O guarda disse que o primeiro-ministro interino Abdurrahim El-Keib estava em uma reunião em outro local quando aconteceu o tiroteio. Uma autoridade de segurança disse que 14 manifestantes foram presos.

Mais cedo, repórteres da Reuters do lado de fora do complexo, situado perto do centro da cidade de Trípoli, escutaram barulhos esporádicos de tiros, incluindo de armas de grosso calibre.

As forças de segurança cercaram a área e podiam ser vistas ambulâncias. Depois de cerca de 30 minutos, o tiroteio havia acabado e a passagem foi liberada. Os jornalistas tiveram autorização para entrar no prédio para a entrevista coletiva.

O gabinete do primeiro-ministro é um local frequente para protestos de milícias exigindo dinheiro ou empregos em reconhecimento ao papel que exerceram na revolta do ano passado para derrubar Muammar Gaddafi.

Muitos dos milicianos estão armados e ocasionalmente os protestos acabam em violência. O confronto de terça-feira marcou a primeira vez em que foram registradas vítimas em um protesto dentro do complexo.

A Líbia deverá ter sua primeira eleição livre no mês que vem. Os eleitores elegerão uma assembleia para redigir uma Constituição. As pessoas começaram a se registrar para votar, uma novidade em um país onde Gaddafi baniu as eleições por 40 anos.

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