Unicef corta laços com bilionário de Israel criticado por árabes

O Fundo das Nações Unidas para aInfância (Unicef) cortou seus laços com um bilionárioisraelense devido ao suposto envolvimento dele com a construçãode assentamentos na Cisjordânia ocupada, afirmou o órgão nasexta-feira. Lev Leviev, um magnata dos setores imobiliário e dediamantes que chegou a ser o homem mais rico de Israel, deuapoio ao Unicef por meio de contribuições diretas e por meio dopatrocínio de ao menos um evento de arrecadação de fundos paraa entidade. O empresário comanda a Africa Israel Investments, umconglomerado que inclui a subsidiária Danya Cebus, acusada pelogrupo árabe Adalah, de defesa dos direitos humanos, deenvolvimento na construção de assentamentos na Cisjordânia,obras essas consideradas ilegais pela Organização das NaçõesUnidas (ONU). O Unicef decidiu rever seus laços com Leviev depois de umacampanha realizada pelo Adalah e descobriu "motivos ao menosrazoáveis para suspeitar" da possibilidade de empresas deLeviev estarem construindo assentamentos em território ocupado,disse uma autoridade do fundo. "Posso confirmar que o Unicef informou ao Adalah, em NovaYork, que não mais selará parcerias com ou aceitarácontribuições financeiras de Lev Leviev ou de pessoas de seuconglomerado", afirmou à Reuters Chris de Bono, assessor sêniordo diretor-executivo da entidade. "Estamos cientes da polêmica em torno do senhor Leviev,polêmica essa ligada a seu suposto envolvimento com obras deconstrução civil em território palestino ocupado", afirmou deBono, acrescentando que era parte da política do Unicef terentre seus parceiros pessoas e empresas "o menos controvertidaspossível." O fundo da ONU não conseguiu informar quanto dinheiroLeviev havia entregado pessoalmente à entidade. Em sua únicaparceria conhecida com o Unicef, o empresário, no ano passado,doou jóias para um evento de moda realizado na França a fim deangariar fundos para o comitê nacional francês do Unicef, dissede Bono. Representantes das empresas de pedras preciosas e deimóveis de Leviev não foram encontrados para se manifestaremsobre o caso ainda na sexta-feira, em parte por causa do sabájudaico em Israel, que se inicia depois do anoitecer dessedia.

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