Universidade de Columbia mantém convite a Ahmadinejad

Estados Unidos proíbem presidente iraniano de visitar local das Torres Gêmeas durante visita ao país

Associated Press e Agência Estado,

21 de setembro de 2007 | 13h49

A Universidade de Columbia rechaçou as críticas e a pressão pelo cancelamento de uma palestra do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e anunciou nesta sexta-feira, 21, que pretende manter o convite feito ao líder iraniano.       Veja também:  Jornal manda Ahmadinejad para o inferno  NY veta visita do presidente do Irã ao WTC   Ahmadinejad desembarcará no domingo em Nova York para discursar perante da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas. A universidade aproveitou a oportunidade e o convidou para participar, na segunda-feira, de uma sessão de perguntas e respostas com professores e alunos no âmbito do Fórum de Líderes Mundiais, promovido pela entidade. Na quinta-feira, a presidente da Câmara dos Vereadores de Nova York, Christine Quinn, exigiu que a universidade retirasse o convite. Segundo ela, "a idéia de que Ahmadinejad seja considerado um convidado de honra em qualquer parte dessa cidade é uma ofensa a todos os nova-iorquinos". Ainda de acordo com Quinn, Ahmadinejad irá a Nova York "por apenas uma razão: disseminar seu veneno de ódio num palco internacional". O convite também enfureceu organizações judaicas. A Organização de Defesa Judaica acusou Ahmadinejad de ser "o Hitler do Irã". No passado recente, Ahmadinejad qualificou o Holocausto como "um mito" e defendeu que Israel fosse "varrido do mapa do Oriente Médio". Robert Hornsby, porta-voz da universidade, reforçou que não há planos de cancelar a palestra, apesar de no ano passado Columbia ter derrubado um planejado discurso de Ahmadinejad por causa de questões logísticas e de segurança depois de um grupo extremista judeu ter manifestado revolta com o convite. Enquanto isso, o subsecretário de Imprensa da Casa Branca Tony Fratto comentou que a decisão referente ao convite cabe exclusivamente à universidade e disse não acreditar que o governo deva se envolver. "Este é um país ao qual as pessoas podem vir e manifestar suas opiniões", declarou. "Seria maravilhoso se muitos dos países que se aproveitam disso aqui permitissem o mesmo a seus cidadãos lá." Lee Bollinger, reitor da Universidade de Columbia, descreveu a palestra como "parte de uma antiga tradição de Columbia de servir como um importante fórum de debates robustos".

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