Vano Shlamov/Afp
Vano Shlamov/Afp

Veteranos judeus da 2ª Guerra celebram aniversário de vitória aliada sobre os nazistas

Centenas de ex-combatentes, em sua maioria de origem russa ou do leste europeu, desfilaram em Jerusalém para lembrar o 67º aniversário do triunfo

Efe,

09 Maio 2012 | 18h53

Centenas de veteranos judeus da Segunda Guerra Mundial, a grande maioria de origem russa ou do leste europeu, percorreram nesta quarta-feira, 9, o centro de Jerusalém num emocionante desfile para lembrar o 67º aniversário da vitória aliada sobre os nazistas.

Os veteranos marcharam acompanhados de familiares e amigos, enquanto o público os saudavam e entregavam flores em sinal de agradecimento por sua contribuição para o fim do regime de Adolf Hitler.

Muitos deles vestiam seus velhos uniformes e as tradicionais boinas usadas pelos partisans, além de levarem bandeiras das potências aliadas e exibirem medalhas e condecorações recebidas na luta contra o nazismo.

Alguns desfilaram ao lado de seus netos, que marchavam de mãos dadas com os veteranos, e muitos percorreram o trajeto de cadeira de rodas ou ajudado por muletas.

"Lutei em Königsberg (atual Kaliningrado, na Rússia), com a infantaria, em 1945. Foi uma grande batalha com tanques e artilharia. Meu batalhão capturou dois tanques alemães", disse à Agência Efe, orgulhoso e risonho, Emein Lizema, de 85 anos, um judeu de origem russa que se mudou para Israel nos anos 90.

Representando o governo, a ministra de Imigração, Sofa Lanberg, e o vice-primeiro-ministro, Silvan Shalom, expressaram sua admiração, respeito e gratidão aos veteranos, discursando em hebraico e russo.

Mas o centro das atenções do dia não foram os políticos, mas os octogenários e nonagenários que desfilaram em Jerusalém.

"Lutei dois anos e meio na Alemanha, Belarus e Polônia, de janeiro de 1943 até o Dia da Vitória", relembrou Abraham Botkovich, de 87 anos, que décadas depois do conflito ainda guarda viva a memória dos amigos e parentes que morreram na guerra.

"Perdemos muitos camaradas. Meu irmão morreu. Os alemães mataram 32 de meus familiares", explicou Botkovich, que vive em Israel desde 1991, quando muitos judeus russos deixaram seu país após o fim da União Soviética. 

 

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