Veto a homossexuais assumidos no Exército dos EUA é mantido

Republicanos votam contra medida e impedem fim da proibição, prejudicando planos democratas

Reuters

09 de dezembro de 2010 | 21h02

WASHINGTON - A lei que derruba a proibição de homossexuais nas Forças Armadas americanas não passou pelo Senado dos EUA nesta quinta-feira, 9, graças aos parlamentares republicanos, que votaram contra a medida, apoiada pela Casa Branca.

 

Com 57 votos a favor e 40 contra, os democratas não conseguiram os 60 votos necessários para acabar com a medida chamada "Don't Ask, Don't Tell", em vigor há 17 anos. A lei impede que homossexuais assumidos sirvam como militares.

 

O tempo para que os democratas passem a medida está se esgotando. No ano que vem, os republicanos serão maioria na Câmara dos Representantes e reduzirão a vantagem democrata no Senado, diminuindo drasticamente as chances de o veto aos homossexuais cair.

 

Ao menos 13 mil pessoas foram expulsas das Forças Armadas por conta da lei. Os homossexuais podem servir como militares contando que mantenham sua orientação em segredo. A lei foi implementada em 1993, durante o mandato de Bill Clinton.

 

O presidente Barack Obama prometeu acabar com a lei quando assumiu o poder, em 2009. Desde então, porém, ele tem enfrentado grande resistência para derrubar a proibição. John McCain, que concorreu à Casa Branca pelos republicanos em 2008 e teve Obama como adversário, é o principal opositor ao fim da lei. McCain é um ex-piloto da Marinha e foi prisioneiro na Guerra do Vietnã.

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