Vice de Obama visita o Iraque; ataques deixam 7 mortos

O vice-presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, chegou a Bagdá na segunda-feira para conversar com líderes do Iraque, onde a retirada de 140 mil soldados norte-americanos é vista como um grande desafio ao próximo governo dos EUA. Ele chegou horas depois de uma onda de ataques atingir várias regiões da capital, em especial as forças de segurança iraquianas, matando ao menos sete pessoas e ferindo mais de 30. A visita do presidente do Comitê das Relações Exteriores do Senado ocorre ao fim de um tour pelo sudoeste da Ásia que incluiu paradas no Paquistão e no Afeganistão, para onde Obama quer enviar mais tropas na medida em que as retira do Iraque. O senador do Estado de Delaware, que assume o cargo de vice junto com o presidente eleito Barack Obama na semana que vem, se encontrou com o presidente Jalal Talabani na residência dele em Bagdá e deveria se reunir com outras autoridades integrando uma delegação do Senado. Não havia previsão de entrevista coletiva. Biden é um dos poucos membros do Senado norte-americano com posição de destaque no Iraque, onde é conhecido como o autor de um plano de 2006 para dividir o país em enclaves sunitas, xiitas e curdos com governos próprios. O plano provocou a ira e ofendeu muitos políticos iraquianos e foi colocado de lado quando a violência diminuiu. Biden votou pela invasão de 2003 no Iraque, mas depois se tornou crítico à guerra e à forma como o presidente George W. Bush a executou. Os ataques de segunda-feira ocorreram durante o horário do rush matinal, em sua maioria na forma de bombas nas proximidades de patrulhas da polícia e do Exército iraquiano. A violência no Iraque diminuiu bastante nos últimos 18 meses, mas militantes ainda lançam ataques a bomba, em geral alvejando civis iraquianos ou as forças de segurança. Cada vez mais, as forças dos EUA estão deixando as tarefas principais para as tropas iraquianas, seguindo um novo acordo de segurança bilateral iniciado no começo deste ano. O acordo de segurança determina que as tropas de combate dos EUA deixem as cidades iraquianas até a metade deste ano e que todos os soldados saiam do país até o fim de 2011.

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