Vice dos EUA visita Iraque às vésperas de retirada de tropas

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chegou a Bagdá na terça-feira em uma visita para marcar o fim da guerra dos EUA no Iraque - que ocorrerá quando as tropas norte-americanas se retirarem por completo do país, até o fim do ano.

ALISTER BULL, REUTERS

29 de novembro de 2011 | 15h58

A viagem de Biden coloca em evidência o cumprimento de uma promessa do presidente Barack Obama, em meio à campanha para a reeleição em 2012, encerrando uma guerra impopular no momento em que a maioria dos norte-americanos estão preocupados com a economia interna.

Marcando o fim do conflito, Biden falará às forças norte-americanas em uma cerimônia para "comemorar os sacrifícios e as realizações das tropas dos EUA e do Iraque", disse uma autoridade da Casa Branca. Ele também vai se encontrar com líderes iraquianos durante a visita que termina na quinta-feira.

"Depois de quase três anos no poder, o governo manteve suas promessas com relação ao Iraque", disse a autoridade a jornalistas que viajaram com Biden.

Quase 4,5 mil soldados norte-americanos morreram desde que o presidente George W. Bush ordenou a invasão, há mais de 8 anos e meio, com base em alegações sobre armas de destruição em massa que acabaram se provando inexistentes.

Do pico de 170 mil soldados no levante de 2007, permanecem cerca de 14,5 mil e quase todos terão partido até 31 de dezembro. Obama decidiu retirá-los segundo o cronograma após não conseguir aprovar um acordo com Bagdá para deixar alguns milhares de homens no país.

A violência no Iraque caiu drasticamente em comparação com os piores dias de sua guerra civil em 2006 e em 2007, mas o país permanece instável.

Houve uma série de ataques violentos nos últimos dias e Obama foi criticado por não pressionar mais para obter um acordo para que mais soldados norte-americanos permaneçam.

Conflitos sectários e étnicos entre muçulmanos xiitas e sunitas e curdos têm impedido o progresso político e o crescimento econômico, e os conservadores dos EUA temem que a retirada das tropas também permitirá que o Irã amplie sua influência sobre os líderes xiitas do Iraque.

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