Violência em Beirute diminui; situação é tensa no resto do país

Beirute volta à normalidade depois de retirada do Hezbollah; dois são mortos em Trípoli

REUTERS

11 de maio de 2008 | 08h26

Tropas do exército libanês patrulhavam Beirute neste domingo, 11, depois que militantes do Hezbollah se retiraram das áreas que haviam ocupado na cidade na última sexta-feira.   Veja também: Combatentes do Hezbollah começam a sair de Beirute Tensão cresce no Líbano após Hezbollah tomar Beirute Entenda as divisões e a crise política   Os conflitos, que explodiram durante a noite na cidade de Trípoli entre militantes pró-governo e da oposição, já acabaram. Informações de fontes de segurança dão conta de que pelo menos duas pessoas foram mortas e cinco foram feridas antes que o exército pudesse acabar com os enfrentamentos na segunda maior cidade do Líbano. Ao todo, em cinco dias de conflitos, foram mortas 44 pessoas em todo país. Outras 128 ficaram feridas.   Centenas de soldados tiraram alguns bloqueios das ruas de Beirute e tomaram posição nas vias da parte muçulmana da capital libanesa.   Não eram vistos homens armados nas ruas da capital, mas pessoas ainda mantinham algumas barricadas em vias importante, fazendo com que o aeroporto e o porto da cidade permanecessem fechados.   A oposição liderada pelo Hezbollah declarou que manterá a campanha de "desobediência civil" até que todas as sua demandas sejam atendidas. No sábado, o Hezbollah, um grupo xiita apoiado pela Síria e pelo Irã, informou por meio de um comunicado que terminaria com a presença armada em Beirute depois que o exército suspendeu medidas do governo contra o grupo.   Enquanto a situação se acalmava em Beirute, havia pouco progresso nos esforços para resolver as disputas políticas que levaram o Líbano à pior crise desde a guerra civil que durou entre 1975 e 1990.   Neste domingo, 11, o papa Bento XVI conclamou às partes ao diálogo e pediu o fim da violência.   Os Estados Unidos, que consideram o Hezbollah um grupo terrorista, felicitou o fim dos conflitos.   Já o Irã colocou a culpa da crise em Washington e disse que apóia uma solução interna para a resolução dos conflito no país.   Conflitos   Partidários do grupo xiita Hezbollah e simpatizantes do dirigente druso Walid Jumblatt, membro da maioria parlamentar libanesa anti-Síria, se enfrentaram neste domingo, 11, no sudeste do Líbano, depois do fim dos combates em Trípoli.   Por enquanto, os confrontos continuam em várias localidades da zona montanhosa de Alley, ao sudeste de Beirute, uma região de maioria drusa.   A imprensa libanesa informa que os confrontos ocorrem nas localidades de Aitat, Kayfun, Bsous, Maite e Choueifat, todas elas em Alley, na região do Monte Líbano.   Em declarações à televisão libanesa, Walid Jumblatt disse que manteve contatos com o presidente do Parlamento e dirigente da oposição, o xiita Nabih Berri, para apaziguar a situação na zona.   Segundo Jumblatt, os dois decidiram encarregar ao dirigente Druso Talal Arslan - rival do primeiro e que mantém boas relações com os xiitas - a gestão do conflito na zona do Monte Líbano, no sudeste do país.   Arslan disse em discurso televisionado que pediu aos militantes da oposição o fim imediato dos confrontos e a entrega das armas, e entrou em contato com o Exército para que se mobilize na zona.   Enquanto isso, em Trípoli, cenário de combates entre sábado, 10, e esta manhã, 11, a situação se tranqüilizou, assim como em Beirute, onde a situação hoje foi de calma e normalidade.   Matéria atualizada às 12 horas para acréscimo de informações

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