Xiitas radicais lideram apuração em província no sul do Iraque

Aliança Nacional Iraquiana é aliada do Irã; grupos sunita e xiitas seculares lideram em duas províncias cada

Associated Press e Reuters,

12 de março de 2010 | 11h42

A Aliança Nacional Iraquiana, coalizão xiita religiosa do clérigo Moqtada al-Sadr, está à frente do outros blocos políticos na província de Maysan, no sul do país, apontam os últimos resultados prévios divulgados pela Comissão Eleitoral nesta sexta-feira, 12.

 

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 Os números preliminares foram divulgados apenas em seis das 18 províncias.  A coalizão Governo da lei, do premiê Nouri al-Maliki, lidera em duas regiões, a al-Iraqya, do ex-premiê Iyad Allawai, em duas províncias sunitas, e um partido curdo em Arbil, no Curdistão iraquiano.

 

Segundo a comissão, a Aliança Nacional Iraquiana tinha quase 30 mil votos na província de Maysan, que faz fronteira com o Irã. A coalizão do primeiro-ministro Nouri al-Maliki tinha apenas 23 mil votos. Os resultados foram baseados na apuração de 23% dos votos totais. Segundo a comissão, o partido de al-Maliki lidera em Najaf, por 7 mil votos e em Babel, por 14 mil. Cerca de 30% dos votos foram apurados nestas regiões.

 

 A aliança secular do ex-premiê Ayad Allawi foi apontada como líder em outras duas regiões. Resultados iniciais indicaram que após a apuração de 17% dos votos nas províncias de Salahadin e Diyala, a coalizão de Allawi tem boa vantagem sobre os outros blocos.

 

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Hamdiya al-Husseini, alto funcionário da comissão, desmentiu as acusações de fraudes de Allawi. O ex-premiê disse que urnas foram encontradas nos lixos e que os nomes de mais de 200 mil soldados não constavam nas listas eleitorais. 'O processo de contagem está indo bem, com a presença de observadores de partidos políticos e sob a supervisão de órgãos internacionais", disse al-Husseini.  Os fiscais da ONU, que assessoram a Comissão Eleitoral, rejeitaram as acusações de fraude.

 

A eleição teve uma participação de 62%, menor que os 75% de 2005, mas desta vez eleitores sunitas compareceram em maior número e a abstenção em algumas áreas xiitas foi alta. Dificilmente algum dos blocos conseguirá a maioria necessária para formar governo no Parlamento de 325 assentos e terá de negociar uma coalizão, que pode levar meses.

 

Segundo o governador da Província de Diyala, Abdul Nasser Mahmud, do partido sunita Tawafuq, a

composição mais provável do próximo governo de coalizão no Iraque incluiria a frente liderada pelo primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki, o grupo xiita sectário Conselho Supremo Islâmico do Iraque (ISCI) e os partidos curdos. Mas com o anúncio dos resultados preliminares ainda podem reservar surpresas.

 

 

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