Zona de exclusão aérea da Líbia será ampliada, diz general americano

Comandante afirma que não há tropas no território líbio e que o ditador Muamar Kadafi não é um alvo

estadão.com.br

21 de março de 2011 | 13h23

WASHINGTON - A zona de exclusão aérea aprovada pela ONU sobre a Líbia será ampliada e logo terá uma cobertura de 1.000 quilômetros, quando chegarem à região novas aeronaves de países da coalizão, disse o chefe do comando dos EUA na África nesta segunda-feira.

 

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O general Carter Ham informou ao Pentágono que a coalizão de forças aéreas continua a realizar missões de voo para garantir a zona de exclusão aérea e que forças de solo líbias estavam se movimentando ao sul da capital rebelde de Benghazi, mostrando "pouca vontade ou capacidade" de operar.

 

O general ainda disse que não há tropas americanas na Líbia e que Kadafi "não é um alvo". Ainda segundo ele, entre 70 e 80 sobrevoos foram feitos pela coalizão internacional nesta segunda. No domingo, foram até 60. Ham ainda afirmou que a missão dos militares estrangeiros é proteger os civis, e não as forças da oposição.

 

Uma coalizão formada por EUA, França, Reino Unido, Itália, Canadá, Qatar, Noruega, Bélgica, Dinamarca e Espanha deu início no sábado, 19, a uma intervenção militar na Líbia, sob mandado da resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A medida prevê a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia e a tomada de 'quaisquer medidas necessárias' para impedir o massacre de civis pelas tropas de Kadafi.

 

Com Reuters

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