Conflito no Sri Lanka já deixou 160 mil refugiados, diz ONU

Exército cingalês rompe nova linha defensiva tâmil no norte da ilha; região que possui 'ponto mais grave'

Efe e Associated Press,

28 de abril de 2009 | 11h33

Chegam a 160 mil os refugiados que deixaram a região de conflitos do Sri Lanka para as áreas controladas pelo governo, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). Entre eles, 140 mil foram abrigados nos 32 campos preparados para recebê-los em Vavuniya, 11 mil em Jaffna e outros 5 mil em Trincomalee.

 

A situação no norte do país é crítica e "alcançou seu ponto mais grave", disseram os funcionários do Acnur no local. Apesar de o governo cingalês se comprometer a deixar de utilizar armas pesadas contra a guerrilha tâmil, o grupo voltou a acusar o exercito de bombardear as áreas sob seu controle. Além disso, o Acnur denunciou que várias pessoas que fugiam da zona de conflito foram atacadas no caminho, e pediu às autoridades do Sri Lanka que "averiguem estes incidentes e os levem à Justiça".

 

O Exército rompeu nesta terça-feira em dois pontos as posições defensivas da guerrilha tâmil em seu último reduto no distrito de Mullaitivu, no norte da ilha, assegurou uma fonte militar. Os soldados das divisões 53 e 58, que participam do ataque final ao último território guerrilheiro, encontraram "forte resistência", mas conseguiram assumir o controle de duas fortificações localizadas ao sul e sudeste da localidade de Valayanmadam.

 

Após assumir o controle de 600 metros da fortificação tâmil, os soldados cingaleses empurraram os membros dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE) para o sul, em direção ao município de Mullivaikal. "As linhas defensivas estavam fortemente minadas para restringir o fluxo dos reféns (a população tâmil apanhada na região) e os avanços militares", assegurou a fonte militar, citada por um site do Ministério da Defesa.

 

O LTTE, considerado um grupo terrorista por Estados Unidos e outros países, luta desde 1983 por um território independente para os tâmeis, minoria marginalizada há décadas por governos dominados pela maioria cingalesa.

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