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Hillary Clinton promete não abandonar os iraquianos

Em visita a Bagdá, secretária de Estado diz que os EUA querem um Iraque seguro, estável e soberano

O Estado de S. Paulo,

25 de abril de 2009 | 17h47

A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, fez neste sábado, 25, uma visita-surpresa ao Iraque e assegurou aos iraquianos que o governo de Barack Obama não abandonará o país, apesar do plano de retirada dos soldados americanos. "Quero assegurar a vocês, e repetir o que o presidente Obama disse, estamos comprometidos com o Iraque, queremos ver um país estável, soberano e confiante", declarou.

 

Ela garantiu que os EUA darão aos iraquianos os meios para garantir sua segurança, após uma nova onda de atentados que, desde quinta-feira, deixou pelo menos 140 mortos, a maioria xiitas. "Continuaremos trabalhando muito para dar-lhes as ferramentas que lhes permitirão ter um país mais seguro", declarou Hillary a uma centena de civis iraquianos reunidos na Embaixada dos EUA em Bagdá, a três meses da a retirada de forças americanas das cidades iraquianas. Os EUA pretendem retirar todos os soldados do Iraque até o fim de 2011.

 

"Trabalharemos com o governo do Iraque e as forças de segurança iraquianas durante a retirada de nossas tropas", declarou a secretária, na sua primeira visita ao Iraque desde sua nomeação, em janeiro. Ela chegou a Bagdá no dia seguinte de um duplo atentado suicida que deixou pelo menos 60 mortos perto do mausoléu do imã Musa Al-Kadhim, um dos mais importantes locais sagrados xiitas em Bagdá. Este mês foi o mais violento do ano, com 250 mortos e cerca de 700 feridos, depois de um período de redução de ataques.

 

Hillary pediu união entre os iraquianos. "Não há nada mais importante que a união do Iraque. Não vamos lhes dizer como resolver os assuntos internos. Vocês devem decidir", declarou. Mas ela destacou que os iraquianos, principalmente suas forças de segurança, precisam deixar de lado o sectarismo se quiserem construir uma nação unida e segura. Hillary reuniu-se com o comandante das forças americana no Iraque, general Raymond Odierno, o presidente iraquiano, Jalal Talabani, o premiê Nuri al-Maliki e o chanceler Hoshyar Zebari.

 

O Irã responsabilizou ontem os EUA pelos recentes atentados, que mataram dezenas de peregrinos iranianos no Iraque. Em uma declaração lida no rádio, o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, disse que os responsáveis pelas mortes são os velhos inimigos do Irã, EUA e Israel.

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