Sri Lanka decide encerrar operações de combate

No entanto, organizações ligadas à guerrilha dizem que ataques continuam

Agências internacionais

27 de abril de 2009 | 05h58

O governo do Sri Lanka disse que as operações de combate contra a guerrilha "estão concluídas" e anunciou que o Exército recebeu ordens de não utilizar armamento pesado nem armas aéreas para evitar baixas civis.

 

"Nossas forças de segurança limitarão suas tentativas a resgatar os civis reféns e darão prioridade à salvação dos civis", assegurou em comunicado o Ministério da Defesa.

 

Organizações afins aos rebeldes tâmeis haviam anunciado pouco antes que o exército daquele país lançou na madrugada desta segunda-feira, 27, um novo ataque contra a guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE), que poderia ter causado vítimas, de acordo com a France Press.

 

O governo, que assegura ter detido o LTTE em uma estreita faixa do território costeiro do noroeste da ilha, está sendo pressionado pela comunidade internacional para que limite as vítimas civis.

 

 

Apoio aos tâmeis

 

Na Índia, o octogenário ministro-chefe do estado de Tamil Nadu, uma região de 62 milhões de moradores que tem laços com os tâmeis do Sri Lanka, iniciou nesta segunda-feira, 27, uma greve de fome pública contra o conflito nesse país.

 

"Decidi oferecer minha vida pelo crescente número de vidas perdidas devido aos contínuos atos cruéis do regime cingalês contra a minoria étnica tâmil no Sri Lanka", afirmou o ministro-chefe regional, que dirige a legenda Dravida Munnetra Kazhagam (DMK), segundo a agência Ians.

 

A guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil luta há décadas para obter um Estado independente no norte e leste do Sri Lanka, áreas onde a etnia tâmil tem maior presença.

 

 

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