AFP PHOTO / TIZIANA FABI
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Irã respeita seus compromissos nucleares, atesta agência da ONU

Presidente da Agência Internacional de Energia Atômica disse em conferência sobre desarmamento nuclear que pela 8ª vez foi verificado que Teerã cumpre sua parte no acordo; Donald Trump deve anunciar nos próximos dias que 'não certifica' o pacto

O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2017 | 12h18

ROMA - O Irã cumpre plenamente os compromissos assumidos no âmbito do acordo nuclear concluído em 2015 com as principais potências mundiais - Estados Unidos, China, Rússia, França, Reino Unido mais a Alemanha - confirmou nesta segunda-feira, 9, em Roma o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA), Yukiya Amano.

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"Posso dizer que os compromissos nucleares do Irã no âmbito do JCPOA (Joint Comprehensive Plan of Action, o nome oficial do acordo, em inglês) são respeitados", afirmou Amano na abertura de uma conferência em Roma sobre o desarmamento nuclear.

Em setembro, a AIEA já havia afirmado que o Irã estava respeitando seus compromissos, enquanto Washington multiplica seus ataques ao acordo.

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, recordou que o cumprimento dos compromissos por parte do Irã já foi verificado oito vezes. É hora de abrir "novos canais de cooperação internacional e, certamente, não desmontá-los", disse Federica, via videoconferência.

Agora, diante da ameaça norte-coreana, "não podemos abrir uma nova frente", acrescentou, referindo-se ao acordo iraniano e à possibilidade de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer ao Congresso americano que ele não é cumprido.

Trump, que sustenta que o Irã não respeita o "espírito" do acordo nuclear, deve anunciar nos próximos dias que não o "certifica", colocando a responsabilidade sobre os próximos passos em relação ao pacto no Congresso americano.

Uma lei obriga o presidente dos Estados Unidos a dizer ao Congresso, a cada 90 dias, se o Irã respeita o texto e se a suspensão das sanções que o acompanham é do interesse nacional. Em caso de "não certificação", a lei dá 60 dias ao Congresso para decidir se deve, ou não, reimpor sanções contra Teerã. / AFP

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