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Sarkozy diz que há uma 'politização da Justiça' na França

O Estado de S. Paulo

02 Julho 2014 | 14h 20

Ex-presidente foi indiciado por corrupção, tráfico de influência e violação de segredo de Justiça, mas nega ter cometido os crimes

Gonzalo Fuentes/Reuters
Ex-presidente francês nega ter cometido crimes pelos quais foi indiciado

PARIS - O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy, indiciado por crimes de corrupção, tráfico de influência e violação do segredo de Justiça, afirmou a emissoras francesas nesta quarta-feira, 2, que há "uma politização da Justiça" no país e está "profundamente surpreso" com o indiciamento.

"No país dos direitos humanos e do Estado de direito, há coisas que estão sendo organizadas. Os franceses precisam conhecê-las e julgá-las com toda liberdade", disse o ex-presidente que comandou o Palácio do Eliseu entre 2007 e 2012.

Sarkozy negou ter cometido os crimes e afirmou que o poder judiciário tem a "obsessão" em destruí-lo. "Nunca cometi atos contrários ao Estado de direito". A entrevista completa para a Europe 1 e TF1 será divulgada ainda nesta quarta.

O caso pelo qual Sarkozy responde é uma espécie de cruzamento de outros processos judiciais nos quais seu nome vem sendo envolvido desde que deixou o Palácio do Eliseu, em maio de 2012, depois de ser derrotado pelo atual presidente, François Hollande. 

Segundo suspeitas da polícia e da Justiça, o ex-presidente teria organizado uma rede de informantes - envolvendo advogados e juízes - sobre os procedimentos judiciais que lhe dizem respeito. Em troca, Sarkozy prometia obter nomeações privilegiadas para seus colaboradores.

O caso foi descoberto durante as investigações da suposta rede de financiamento clandestino de campanhas eleitorais pelo ditador da Líbia Muamar Kadafi - antes que Sarkozy se voltasse contra o autocrata, em 2011. 

Ao realizar escutas telefônicas entre janeiro e fevereiro deste ano, a polícia esbarrou em diálogos nos quais o ex-presidente estaria tentando obter informações sigilosas sobre outro processo, o caso Bettencourt, envolvendo a bilionária Liliane Bettencourt. A proprietária da gigante de cosméticos L’Oréal teria financiado a campanha de Sarkozy em 2007 com recursos não contabilizados - o que configura caixa 2. 

Na tentativa de não ser identificado nas ligações, o ex-presidente usava uma linha de telefone celular secreta registrada em nome de um laranja, Paul Bismuth, ex-colega de escola de Thierry Herzog, advogado do ex-presidente.

Pelo Código Penal francês, o crime de tráfico de influência prevê pena de até 10 anos de prisão e € 500 mil de multa. Para enfrentar esse tipo de condenação, Sarkozy precisaria primeiro ser acusado formalmente pela Justiça - o que poderia ocorrer na madrugada de quarta-feira. / EFE e REUTERS

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