Cuba após o líder

Lourival Sant'Anna

27 de novembro de 2016 | 12h20

A morte de Fidel Castro remove um obstáculo às reformas rumo a um “capitalismo de Estado” em Cuba, de modelo chinês/vietnamita. Sobretudo, elimina uma ambivalência até então sempre presente no núcleo do regime. A Raúl Castro sempre foi atribuída a linha dura repressiva contra qualquer tipo de oposição e crítica, e a Fidel, a resistência à abertura econômica. Por último, e não menos importante: rouba do regime o extraordinário carisma de Fidel, sua figura lendária, literalmente representada na sua estatura incomum, sua retórica abrasiva e incansável, em contraste com os modos contidos, a disciplina, sobriedade e frieza do irmão mais novo. Tudo isso aponta para uma mudança substancial, mesmo que não brusca.

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