Michael Ciaglo/Getty Images/AFP
Michael Ciaglo/Getty Images/AFP

Ataque a tiros em escola do Colorado deixa 1 morto e 8 feridos

Dois atiradores, alunos da escola, foram presos; um terceiro envolvido está foragido

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2019 | 22h02

LOS ANGELES, EUA - Dois estudantes invadiram nesta terça-feira uma escola do Colorado, no oeste dos Estados Unidos, e abriram fogo, matando uma pessoa e deixando oito feridas - algumas em estado crítico -, segundo as autoridades, que detiveram dois suspeitos. Um terceiro estudante envolvido no ataque está foragido.

O ataque ocorreu na escola STEM, localizada a 13 km de Columbine, no Colorado, onde há 20 anos 2 estudantes mataram 13 pessoas.

Dois estudantes - um maior de idade e outro menor - foram detidos pela polícia do Condado de Douglas.

"Sabemos que dois indivíduos ingressaram na escola STEM e se separaram para atacar os estudantes em duas salas de aula", explicou o xerife Tony Spurlock à imprensa.

"Temos seis estudantes que estão em hospitais da área neste momento. Vários deles estão em estado crítico", continuou o xerife, garantindo que todos tinham idades a partir "dos 15 anos". "Não tenho informação específica sobre todos eles. Não posso dizer se são homens, mulheres".

"Estamos trabalhando com a promotoria para obter ordens de busca  para las casas dos suspeitos e um veículo" que está no estacionamento da escola. "Não temos mais suspeitos", destacou o xerife.

A escola STEM, que tem 1.850 alunos e atende desde o ensino infantil até o secundário, e está localizada em Highlands Ranch.

Segundo o jornal Denver Post, que cita fontes do Littleton Adventist Hospital, quatro dos cinco pacientes que deram entrada no local estão em estado "grave".

A escola foi esvaziada com as crianças saindo em fila indiana e com as mãos na cabeça, enquanto policiais de elite - fortemente armados - vasculhavam o local. Dezenas de ambulâncias, caminhões de bombeiros, carros de polícia e helicópteros foram mobilizados após o tiroteio.

Christian Paulson, estudante da escola, disse à filial do canal ABC em Denver que escutou as crianças gritando e correndo. "Fiquei atônito. Seria real ou mentira?'. Fui atrás deles e corri com toda a minha energia, fiquei sem fôlego."

Rocco Dechalk disse ao Canal 9 de Denver que ajudou um "adolescente que tomou um tiro nas costas". "Estava falando, parecia bem" antes de ser levado por uma ambulância.

Brian Jones, mãe de um aluno do segundo grau, saiu correndo do trabalho quando soube do ataque. "Estou com os nervos à flor da pele", disse ao Denver Post, pouco antes de encontrar o filho. "Havia muitos pais e alunos chorando." O xerife estabeleceu um ponto de encontro entre pais e alunos.

O massacre de Columbine, o primeiro deste tipo nos EUA na era moderna, foi seguido por ataques a tiros em escolas ainda mais sangrentos: em abril de 2007 na Virginia Tech, em Blacksburg, com 32 mortos; em dezembro de 2012, na Sandy Hook Elementary School, em Newton, Connecticut, com 20 crianças entre 6 e 7 anos mortas; e em fevereiro de 2018, na  Marjory Stoneman Douglas High School, em Parkland, Flórida, com 17 óbitos.

Apesar da violência ligada às armas de fogo nos EUA, que deixou mais de 40 mil mortos em 2017, os esforços para endurecer os controles têm enfrentado fortes barreiras em nível federal. / AFP

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