AFP
AFP

Boko Haram divulga vídeo no qual mostra garotas supostamente sequestradas em 2014

Um grupo de 12 meninas aparece na filmagem de 21 minutos; cerca de 270 foram capturadas quando estavam em uma escola na cidade de Chibok há quatro anos

O Estado de S.Paulo

15 Janeiro 2018 | 09h22

LAGOS, NIGÉRIA - O grupo extremista Boko Haram divulgou um vídeo nesta segunda-feira, 15, no qual mostra algumas garotas que supostamente foram sequestradas da cidade de Chibok, no nordeste da Nigéria, em 2014.

+ Na Nigéria, as meninas-bomba que sobreviveram

Das aproximadamente de 270 meninas que haviam sido capturadas quando estavam em uma escola, 60 escaparam pouco depois e outras acabaram sendo libertadas após negociações. Estima-se que 100 ainda estejam em poder do Boko Haram.

+ Nigerianas pagam com corpo ‘dívida’ de viagem à Europa

Um grupo de 12 garotas, algumas grávidas, é visto no vídeo de 21 minutos. “Somos as garotas de Chibok. É por nós que vocês estão chorando para que voltemos para casa. Pela graça de Deus, jamais voltaremos”, disse uma das meninas.

A agência de notícias Reuters não conseguiu verificar se as garotas que falaram no vídeo estão entre as que foram sequestradas em Chibok.

Abubakar Shekau, líder de uma das facções do Boko Haram, também aparece na filmagem, que foi obtida por um site de notícias com sede nos EUA chamado Sahara Reporters.

Em maio, o Boko Haram libertou 82 meninas após mediações que envolveram um pagamento aos insurgentes e a soltura de alguns membros do grupo que estavam presos. Antes disso, 24 garotas já haviam sido libertadas ou encontradas em 2016.

O Boko Haram matou mais de 20 mil pessoas e forçou cerca de 2 milhões a fugirem de suas casas em uma insurgência que começou em 2009, com a intenção de criar um califado islâmico. Grupos de ajuda humanitária dizem que os extremistas sequestraram milhares de adultos e crianças.

No mês passado, foram detidas mais de 400 pessoas associadas ao Boko Haram escondidas em ilhas do Lago Chade, incluindo combatentes, mulheres e crianças. A operação, que durou duas semanas, resultou no maior número de prisões de combatentes do Boko Haram nos últimos meses. 

Perseguição. Em um esforço para aliviar as prisões militares superlotadas, o governo da Nigéria iniciou, em outubro, os julgamentos de mais de 1.600 suspeitos de envolvimento com o Boko Haram, que nos últimos meses vem realizando um número crescente de atentados suicidas e de outros ataques. Muitos foram cometidos por mulheres e crianças que foram sequestradas e doutrinadas pelo grupo. 

No início da semana passada, dezenas de governadores nigerianos aprovaram a transferência de US $ 1 bilhão para ajudar na luta do governo contra o Boko Haram, indicando que os anúncios de vitória sobre os extremistas haviam sido muito precipitados./ REUTERS e AP

Mais conteúdo sobre:
Nigéria [África] Boko Haram

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.