Marco BERTORELLO / AFP
Marco BERTORELLO / AFP

Começa demolição do restante da ponte que desabou em Gênova 

Milhares de toneladas de aço, concreto e asfalto foram removidas da área onde o viaduto desabou, arrastando veículos e passageiros, incluindo vários turistas estrangeiros e quatro crianças em agosto

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2019 | 15h22

GÊNOVA - A complexa demolição da Ponte Morandi, em Gênova, que colapsou matando 43 pessoas em agosto, começou nesta sexta-feira, 8, com o desmantelamento de um bloco de quase 40 metros. 

Milhares de toneladas de aço, concreto e asfalto foram removidas da área onde o viaduto desabou, arrastando veículos e passageiros, incluindo vários turistas estrangeiros e quatro crianças.

"Este é um dia muito importante, representa o primeiro passo de um caminho que esperamos seja o mais curto possível", anunciou o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, que participou de um evento para o início da obra.

Para os investigadores, a ponte desabou em boa parte devido à corrosão dos cabos de aço, que não puderam ser vistos por estarem cobertos por concreto.

É um momento simbólico e muito aguardado pelos moradores da cidade, porque o viaduto de mais de um quilômetro foi sua principal via de comunicação. Em Roma, o Ministério da Economia aprovou o gasto de € 60 milhões para sua reconstrução.

A Ponte Morandi, batizada em homenagem ao arquiteto que a projetou na década de 60, foi por muito tempo considerada uma obra-prima, embora tenha levantado críticas pelos problemas estruturais que apresentava.

A construção do novo viaduto, avaliada em € 202 milhões, será realizada por um grupo de empresas que incluem a Salini-Impregilo, a Fincantieri e a Italferr.

O novo viaduto será inaugurado em abril de 2020 sob pena de pesadas sanções caso os prazos não sejam cumpridos. / AFP 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.