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Continência de Trump a general norte-coreano atrai críticas

Episódio provoca protestos dos que acusaram o presidente de ser muito complacente com Kim Jong-un

O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2018 | 22h32

WASHINGTON - O presidente americano, Donald Trump, voltou a ser alvo de críticas por causa de imagens nas quais bate continência para um general norte-coreano enquanto o líder Kim Jong-un os observa.

O incidente ocorreu durante a visita de Trump a Cingapura para uma cúpula com Kim esta semana, mas a emissora de televisão estatal norte-coreana divulgou as imagens nesta quinta-feira. 

Nelas é possível ver Kim apresentando Trump ao general No Kwang-chol, ministro das Forças Armadas. O presidente estende a mão para que se cumprimentem, mas o general não faz o mesmo e, em disso, bate continência a Trump.

Nesse momento incômodo, Trump retorna brevemente a saudação. Depois os dois acabam apertando as mãos.

Este episódio provocou objeções dos críticos de Trump, que já disseram que o presidente se mostrou muito complacente em relação a Kim e a seu regime autocrático, que é acusado de violações graves dos direitos humanos. 

"Para surpresa de ninguém, a Coreia do Norte usou nosso presidente para fazer propaganda", disse o senador democrata Chris Van Hollen no Twitter.

"Kim Jong-un obteve concessões sem assumir nenhum compromisso específico. É repugnante ver Trump dar as costas aos nossos aliados canadenses e depois elogiar Kim e saudar seus generais", acrescentou.

O general aposentado Paul Eaton disse ao jornal The New York Times que a atitude de Trump foi inapropriada porque "saúda o Exército do adversário, especialmente um que é responsável por um regime de terror, assassinato e horror impronunciável contra seu próprio povo".

 A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que Trump só foi educado. "É uma cortesia elementar. Quando um oficial militar de outro país bate continência... a pessoa retorna a saudação", disse.

O ex-presidente Barack Obama desatou as críticas dos republicanos quando se curvou diante do imperador japonês Akihito em 2009. 

A mídia conservadora também o atacou quando ele se inclinou naquele mesmo ano diante do rei saudita Abdullah, e novamente foi criticado quando bateu continência em 2014 com uma xícara de café na mão. / AFP

 

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