AFP PHOTO / JACK GUEZ
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Dois ex-colaboradores de Netanyahu são detidos por caso de corrupção

Novo caso foi revelado uma semana depois de a polícia israelense recomendar o indiciamento do premiê também por fraude e abuso de confiança em outras duas acusações

O Estado de S.Paulo

20 Fevereiro 2018 | 09h47

JERUSALÉM - Dois ex-colaboradores do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, o diretor do grupo de telecomunicações Bezeq e outras quatro pessoas foram detidas no âmbito de uma investigação de corrupção que envolve o premiê, informou a polícia nesta terça-feira, 20.

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O novo caso foi revelado uma semana depois de a polícia recomendar o indiciamento de Netanyahu por corrupção, fraude e abuso de confiança em outras duas acusações. Embora o nome do primeiro-ministro ainda não tenha sido citado desta vez, a imprensa afirma que tanto ele como sua mulher, Sara, podem ser interrogados.

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De acordo com vários meios de comunicação, o grupo Bezeq teria sido beneficiado em troca de uma cobertura favorável a Netanyahu no Walla, um dos sites de notícias mais importantes de Israel, que pertence à empresa.

A polícia deteve as sete pessoas no domingo 18, mas só revelou suas identidades nesta terça-feira. Entre os detidos estão dois ex-colaboradores de Netanyahu: Nir Hefetz, que foi seu porta-voz, e Shlomo Filber, que foi chefe de gabinete do Ministério das Comunicações. Shaul Elovitch, diretor do grupo Bezeq, da operadora de TV por satélite Yes e do site Walla, também foi detido ao lado de sua mulher, Iris, seu filho Or e outros dois executivos do grupo.

"É uma nova investigação sem sentido, sob pressão dos meios de comunicação. A caça às bruxas midiática prossegue", afirmou Netanyahu em um comunicado.

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Na semana passada, a polícia recomendou o indiciamento do premiê em outros dois casos. No primeiro, o líder tentou supostamente fechar um acordo com o proprietário do Yediot Aharonot, importante jornal israelense, para receber uma cobertura favorável.

No segundo caso, a polícia acredita que Netanyahu e alguns membros de sua família receberam um milhão de shekels (€ 230 mil) em presentes como charutos, garrafas de champanhe e joias em troca de favores financeiros ou pessoais. / AFP

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