Presidência do México/EFE
Presidência do México/EFE

Embaixada continuará a dar refúgio a aliados de Evo, diz presidente do México

'Não podemos fraquejar neste assunto de dar proteção aos perseguidos políticos', afirma López Obrador

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de janeiro de 2020 | 14h59

CIDADE DO MÉXICO - O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, prometeu nesta quinta-feira, 2, que vai seguir dando asilo na embaixada do país na Bolívia a várias pessoas próximas ao ex-presidente boliviano Evo Morales, o que tem provocado uma disputa com o país sul-americano.

Em novembro, Morales se asilou no México logo depois de ser pressionado a renunciar à Presidência da Bolívia no que afirmou ter sido um golpe de Estado. Além disso, nove ex-funcionários de seu governo se refugiaram na embaixada mexicana em La Paz, que denunciou sofrer uma hostilidade pelo excesso de vigilância policial.

Aumentando as tensões, no final do ano passado, a presidente interina da Bolívia, Jeanine Añez, expulsou a embaixadora do México do país e o cônsul espanhol, após o governo mexicano denunciar que autoridades bolivianas retiveram os automóveis de funcionários espanhóis que visitaram a residência diplomática mexicana em La Paz.

“(O chanceler) Marcelo Ebrard tem a instrução de que se faça valer o direito de asilo”, disse López Obrador nesta quinta-feira, 2, em uma entrevista coletiva pela manhã. “Não podemos fraquejar neste assunto de dar proteção aos perseguidos políticos que receberam asilo na nossa embaixada.”

“Se nós entregarmos essas pessoas, estaríamos acabando com o direito de asilo, que para o México é sagrado”, acrescentou. “É uma questão de princípios.”

Apesar do impasse, o governo mexicano disse na segunda-feira que, ao menos por ora, não tem intenções de romper relações diplomáticas com a Bolívia nem declarar persona non grata o embaixador boliviano na Cidade do México, José Crespo. / REUTERS

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