Robyn Beck/AFP
Robyn Beck/AFP

Estados americanos encontram problemas com urnas eletrônicas

Democratas e grupos de direitos humanos disseram que estão lidando com uma diversa gama de novas restrições ao voto nessas eleições

O Estado de S.Paulo

06 Novembro 2018 | 21h37

WASHINGTON/ATLANTA - Problemas com urnas eletrônicas estavam impedindo que alguns eleitores americanos votassem em 12 Estados nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos nesta terça-feira, 6, disseram grupos defensores de direitos civis, após reclamações de problemas com registros dos eleitores, equipamentos com falhas e intimidações que aconteceram nas primeiras horas de votação.

Democratas e grupos de direitos humanos disseram que estão lidando com uma diversa gama de novas restrições ao voto nessas eleições, que devem determinar se os republicanos manterão ou não o controle do Congresso dos EUA. Trinta e seis governos de Estados e postos estaduais também estão em disputa.

Uma autoridade do Departamento de Segurança Nacional disse a jornalistas que a agência havia recebido relatos “esparsos” de falhas em aparelhos tecnológicos de votação, mas disse que até agora as falhas não haviam produzido efeitos significativos em impedir que as pessoas conseguissem votar. 

Urnas eletrônicas quebradas foram reportadas em pelo menos 12 Estados até o meio-dia na terça-feira, de acordo com uma coalizão de “proteção às eleições” de mais de 100 grupos que estabeleceram uma linha de emergência nacional para que irregularidades fossem reportadas.

Na Geórgia, onde há uma disputa acirrada e amarga para o governo, o Estado enviou investigadores para examinarem problemas com os livros de votação digitais, segundo a porta-voz do Estado Candice Broce. Alguns eleitores receberam cédulas provisórias em vez de usarem as urnas eletrônicas regulares, disse Broce. 

A funcionária dos correios Shirley Thorn, de 56 anos, disse que problemas técnicos a fizeram esperar mais de quatro horas em uma zona eleitoral em Snellville, Geórgia, para que pudesse votar. “Eu estava determinada em votar hoje porque é uma eleição muito importante”, disse Thorn. 

Grupos ativistas dizem que as cédulas provisórias são menos confiáveis que as regulares porque elas necessitam que as informações sobre os eleitores sejam verificadas antes dos votos serem contados. 

“Estamos preparados para abrir processos para lidar com alguns dos problemas sistêmicos que as vezes aparecem nas nossas eleições”, disse Kristen Clarke, diretora do Comitê de Advogados para Direitos Civis sob a Lei, que lidera a coalizão de proteção às eleições. 

O comitê disse que planejava exigir que o condado de Maricopa, no Arizona, estendesse o período de votação onde problemas sistêmicos, como falhas nas impressoras das urnas eletrônicas, levaram as zonas a atrasarem suas aberturas ou a nem abrirem. 

Grupos de direitos civis já abriram processos legais com diversos Estados sobre restrições à votação que foram aprovadas antes das eleições de terça-feira. 

O Estado da Dakota do Norte introduziu um requisito de identificação que, segundo indígenas, discrimina seus eleitores; Kansas e Geórgia mudaram alguns locais de votação e mudanças nas leis de registros no Tennessee levaram à remoção de alguns eleitores de listas de votação. 

Grupos de defesa de direitos dizem que as mudanças dificultam ainda mais o voto de eleitores oriundos de minorias, que tradicionalmente apoiam os candidatos democratas. / REUTERS

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