Tatyana Makeyeva/AFP
Tatyana Makeyeva/AFP

Estados Unidos e aliados avaliam proibir importação de petróleo e gás da Rússia

Parlamentares americanos tem pressionando o governo pela sanção alegando que a renda dessas importações são usadas por Vladimir Putin para financiar a guerra na Ucrânia

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de março de 2022 | 13h18

O secretário de estado Antony Blinken disse que os Estados Unidos e seus aliados na Europa estão discutindo a possibilidade de proibir a importação do petróleo e do gás natural da Rússia como forma de represália aos ataques à Ucrânia. Em entrevista à CNN, o secretário explicou que conversou por telefone com o presidente Joe Biden, que havia convocado uma reunião do Conselho de Segurança Nacional para discutir sobre o possível embargo. Caso seja aprovada, a medida deve engrossar a lista de sanções econômicas impostas ao país de Vladimir Putin diante da crise no leste europeu. 

"Neste momento estamos conversando com nossos parceiros e aliados europeus para examinar de forma coordenada a possibilidade de proibir as importações de petróleo russo, mas garantindo que haja uma oferta suficiente de petróleo no mercado", disse Blinken. “Essa é uma discussão muito ativa que está ocorrendo agora.”

Parlamentares democratas e republicanos vêm pressionando o governo nos últimos dias para que os EUA suspendam a compra de petróleo e seus derivados vindos da Rússia, alegando que a renda dessas importações são usadas por Vladimir Putin para financiar a guerra na Ucrânia. 

Neste sábado, 5, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, se reuniu virtualmente com 280 congressistas dos Estados Unidos e pediu pela proibição da importação de óleo russo. O pedido foi endossado por uma maioria no congresso americano. 

Apesar de o veto ao petróleo russo ter ganhado apoiadores nos EUA, a União Européia (UE) ainda não manifestou sua aprovação pela nova sanção.  Em entrevista à CNN, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen,  afirmou sobre o seu desejo que a Europa deixe de depender da Rússia e diversifique suas fontes de energia, acelerando os investimentos no setor de fontes renováveis. No entanto, ela se recusou a comentar sobre qualquer tipo de embargo ao petróleo russo. 

Segundo dados de 2019 do Eurostat, a União Europeia importa aproximadamente 41% do gás natural e 27% do petróleo vindos da Rússia. No caso dos EUA, a dependência do mercado russo é menor, já que a importação dos produtos representa aproximadamente 7,9% do petróleo consumido no país./ EFE e AP

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