Family of Charlie Gard via AP
Family of Charlie Gard via AP

Hospital de Londres nega transferência de bebê britânico para Roma

Segundo diretora do hospital do Vaticano, recusa se deu por 'motivos legais'; Igreja prestará assistência legal a pais da criança

O Estado de S.Paulo

04 Julho 2017 | 15h57

ROMA - O hospital Great Ormond Street, em Londres, onde está internado o bebê britânico Charlie Gard, negou a transferência do menino para o Bambino Gesù, centro pediátrico administrado pela Igreja Católica em Roma.       

Segundo a diretora do hospital do Vaticano, Mariella Enoc, a recusa se deu por "motivos legais", porém ela não entrou em detalhes.       

"O hospital nos disse que, por motivos legais, não pode transferir o menino até nós. Mais uma notícia triste", declarou ela nesta terça-feira, 4.       

De acordo com Mariella, o Bambino Gesù continua acompanhando o caso de Charlie, que terá seus aparelhos desligados por decisão da Justiça, contra a vontade dos pais. "A mãe de Charlie está muito determinada a lutar até o fim", acrescentou a diretora.

O bebê sofre de miopatia mitocondrial, doença rara e incurável que provoca perda progressiva da força muscular, e seus pais, Connie Yates e Chris Gard, pretendiam submetê-lo a um tratamento experimental nos Estados Unidos. Eles conseguiram arrecadar 1,4 milhão de libras para financiar a viagem.       

No entanto, a Justiça do Reino Unido ordenou que os aparelhos do menino fossem desligados, atendendo a um pedido de seus médicos, que alegam que não há cura para a doença e a criança tem o direito de morrer com dignidade. A decisão foi referendada pela Corte Europeia dos Direitos Humanos.       

Charlie nasceu saudável, em agosto de 2016, mas logo começou a perder peso e força. Hoje, o bebê só sobrevive com a ajuda de aparelhos. Em declaração à imprensa nesta terça-feira, o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, disse que a Santa Sé fará "o possível" para superar os obstáculos legais que impedem a transferência do menino. / Ansa 

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