Justin Sullivan/Getty Images/AFP
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Incêndio faz Trump declarar estado de emergência na Califórnia

Fogo que atinge o norte do Estado americano já provocou a morte de cinco pessoas e deixou 38 mil desalojadas

O Estado de S.Paulo

28 Julho 2018 | 19h28

REDDING - O incêndio de grandes proporções que atinge o norte da Califórnia se espalhou ainda mais entre a noite de sexta-feira, 27, e a manhã deste sábado, 28, e se estendia por uma área 35% maior, de 328 quilômetros quadrados. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado o estado de emergência no Estado e determinou que o governo federal dê assistência extra para a administração dos incêndios que desde o dia 23 atingem a região tiraram 38 mil pessoas de casa.

Com essa ordem, Trump autorizou o Departamento de Segurança Nacional e a Agência Federal para Emergências a "coordenarem todos os esforços nos trabalhos de socorro", informou a Casa Branca através de comunicado. O objetivo da medida é "aliviar" o sofrimento da população e prestar assistência às autoridades do estado e do município.

As temperaturas altas, o solo seco e os ventos fortes fizeram as chamas se espalharem rapidamente pela costa leste do país. Só no condado de Shasta, cuja cidade principal, Redding, está a 350 quilômetros ao norte de São Francisco, as chamas destruíram 500 imóveis e outros 75 ficaram danificados. Além disso, cinco mortes foram confirmadas: um bombeiro na quinta-feira, 26,  um operador de máquinas na sexta, e duas crianças e sua bisavó no sábado, 28, 

Os bombeiros evitaram que o fogo causasse mais danos na cidade de Redding, mas três comunidades menores - Ono, Igo e Gas Point - estavam em perigo. Os ventos que ajudaram os bombeiros a manter o incêndio longe de áreas mais populosas também estavam fazendo com que o fogo se espalhasse mais rapidamente.

"O tempo não está ajudando", disse Chris Anthony, um porta-voz da Cal Fire, a agência estadual responsável por combater incêndios. "O clima ainda está muito quente, muito seco, e ainda temos esses ventos." /AP E EFE

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