Francois Lenoir/Reuters
Francois Lenoir/Reuters

Insatisfação deve tornar testes da Coreia do Norte mais comuns, diz chefe do Pentágono

Para secretário da Defesa dos Estados Unidos, Mark Esper, retórica do país é 'preocupante'

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2019 | 01h08

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Mark Esper, disse nesta segunda-feira, 17,  que a retórica da Coreia do Norte é preocupante e que Pyongyang provavelmente realizará testes se "não se sentir satisfeito", em meio a temores de que os dois países possam voltar ao curso de colisão em que estavam antes de iniciar a diplomacia.

"Vimos conversas sobre testes. Acho que eles provavelmente continuarão se não se sentirem satisfeitos", disse Esper a repórteres que viajavam com ele do Luxemburgo de volta a Washington. Ele não forneceu detalhes sobre que tipo de teste é provável.

"Venho observando a Península Coreana há talvez um quarto de século. Portanto, estou familiarizado com suas táticas, com sua arrogância e acho que precisamos levar a sério e nos sentar e ter discussões sobre um acordo político que desnucleariza a Península ", disse Esper.

Tensão. A Coreia do Norte anunciou no último sábado, 14, um novo "teste crucial" em sua base de lançamento de satélites de Sohae. O país asiático ressaltou que este é o mais recente de uma série de desenvolvimentos que visa "restringir e dominar a ameaça nuclear dos Estados Unidos", informou a agência oficial de notícias KCNA.

O anúncio foi feito na véspera do início de uma visita de três dias a Seul do enviado americano para a Coreia do Norte, Stephen Biegun. Na quinta-feira, as forças dos EUA realizaram um teste de míssil de médio alcance no Oceano Pacífico.

As negociações entre os dois países estão paradas desde o fracasso da cúpula de Hanói em fevereiro. Os EUA exigem que a Coreia do Norte renuncie a todo o seu arsenal atômico, enquanto Pyongyang quer que pelo menos parte das sanções internacionais contra o país seja suspensa rapidamente. /REUTERS e AFP

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