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Irã quer marca própria em retaliação; EUA alertam cidadãos na região

Líder supremo do país, aiatolá Khamenei, se reuniu com o Conselho Nacional de Segurança do Irã e decidiu que revide deve ser proporcional

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2020 | 08h50
Atualizado 07 de janeiro de 2020 | 10h58

O líder supremo do Irã, aiatolá Khamenei, afirmou na segunda-feira, 6, que a retaliação do país ao ataque que tirou a vida do general Qassim Suleimani, no Iraque, deve ser proporcional e direta. Afirmou, ainda, em uma reunião com o Conselho Nacional de Segurança da nação, que os iranianos precisam deixar sua marca no ataque, sem "terceirizar" para aliados regionais. As informações são do jornal The New York Times. Ainda na segunda, a embaixada dos Estados Unidos em Israel falou que os cidadãos americanos no país, na Faixa de Gaza e na Cisjordânia devem ter cautela e alertou para a possibilidade de ataques

A decisão de deixar uma marca própria, de acordo com a publicação americana, é rara para os padrões iranianos. "Desde o estabelecimento da República Islâmica em 1979, Teerã quase sempre encobriu seus ataques por trás das ações de aliados que havia cultivado em toda a região", diz o texto. O que mudou, agora, foi a comoção social com a morte do aliado e amigo próximo do aiatolá. 

Em entrevista à rede de televisão CNN, o ministro das Relações Exteriores do Irã disse que a decisão de matar Suleimani foi um ato de "terrorismo de Estado" e que o presidente Donald Trump não respeita a lei internacional. "Nós responderemos. Mas responderemos proporcionalmente, não desproporcionalmente", afirmou. "Nós responderemos legalmente, não somos pessoas fora da lei como o presidente Trump." 

Na segunda, as ruas de Teerã foram tomadas por uma multidão que acompanhou o velório de Suleimani. Tanto o líder supremo quanto outros dirigentes, como o presidente Hassan Rohani, o presidente do Parlamento Ali Larijani e o general Hosein Salami, saíram rapidamente do local, antes que a multidão tomasse as ruas de Teerã. Segundo o jornal americano, na multidão marcharam apoiadores e críticos do governo, unidos pelo sentimento causado pela morte de Suleimani, uma das principais figuras militares e políticas do Irã. 

De acordo com a TV estatal do Irã, a multidão foi formada por milhões de iranianos, que se alternavam entre explosões de tristeza e de fúria, com gritos como “Morte à América!” e “Morte a Israel!”. Dentre a multidão, também estava presente o chefe do movimento palestino HamasIsmail Haniyeh. / Com informações da AFP

 

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