Serviço de Fotografia de Juan Guaidó via AFP
Serviço de Fotografia de Juan Guaidó via AFP

Juan Guaidó chama de 'montagem' acusação de conspiração e terrorismo contra colaborador

Roland Carreño, coordenador operacional do partido político do líder opositor, foi preso esta semana acusado de atuar como 'operador financeiro' de 'planos conspiratórios e terroristas'

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2020 | 00h31

CARACAS - O líder opositor venezuelano Juan Guaidó qualificou nesta sexta-feira, 30, como "montagem" o caso judicial contra o jornalista Roland Carreño, coordenador operacional de seu partido político, contra quem foi determinada prisão preventiva por acusações de "conspiração" e "financiamento ao terrorismo".

O gabinete de Guaidó denunciou em um comunicado uma "montagem desprezível" contra Carreño, preso na última segunda-feira e apresentado ante um tribunal por casos de terrorismo na madrugada de quinta-feira. O texto nega que, como afirmam as autoridades e o governo de Nicolás Maduro, recursos de uma fundação da CITGO, subsidiária da estatal petrolífera PDVSA nos Estados Unidos, tenham sido desviados para partidos da oposição.

Washington entregou o controle da empresa ao líder parlamentar, a quem reconhece como o presidente da Venezuela, além de cinquenta outros países. "São organizações que se encontram submetidas aos mais altos padrões de controladoria" por parte da estrutura de Guaidó e das autoridades americanas, indica.

Na quinta-feira, em nota, o Supremo Tribunal de Justiça disse que Carreño, como coordenador operacional do partido Vontade Popular, havia atuado como "operador financeiro" de "planos conspiratórios e terroristas". Ao acusado, um conhecido ex-apresentador de televisão, também se imputa um delito de "tráfico ilícito de armas de guerra".

As autoridades garantem que confiscaram de Carreño um fusil de guerra e US$ 12 mil em dinheiro. Em um vídeo divulgado nesta sexta-feira pelo líder chavista Jorge Rodríguez, Carreño diz que, preso, recebeu recursos da Fundação Simón Bolívar, do CITGO. "Ele foi forçado a gravar uma falsa confissão" com "coerção e ameaça", disse o gabinete de Guaidó. A fundação rejeitou as acusações em um comunicado, dizendo que são "completamente falsas". /AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.