EDMAR BARROS/FUTURA PRESS
EDMAR BARROS/FUTURA PRESS

Mercosul pressiona Venezuela a aceitar ajuda humanitária

Cúpula do bloco realizada no Paraguai pede criação de canais para aliviar a crise social e migratória dos venezuelanos

Julia Lindner / ENVIADA ESPECIAL A ASSUNÇÃO, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2018 | 22h15

Líderes do Mercosul assinaram nesta segunda-feira uma declaração para pressionar a criação de canais de acesso de ajuda humanitária na Venezuela. O documento pede que o governo venezuelano coordene com a comunidade internacional o estabelecimento de canais para “aliviar a crise social e migratória” e crie um intercâmbio de informação epidemiológica com países da região. 

Considerando o crescimento dos fluxos migratórios de venezuelanos, ante a deterioração das condições de vida da Venezuela, sublinhamos a necessidade de coordenar esforços para dar respostas consistentes com a dignidade e a preservação dos direitos fundamentais dos migrantes”, diz o texto. Em agosto de 2017, a Venezuela foi suspensa do Mercosul por ruptura da ordem democrática. 

Mais cedo, o presidente Michel Temer anunciou que vai amanhã a Roraima inspecionar pontos de atendimento a refugiados venezuelanos. Temer viajará acompanhado do líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR). Ele disse que o Brasil tem recebido “milhares” de venezuelanos que buscam uma vida melhor” e “não tem poupado esforços” para recebê-los, garantindo que o Brasil oferece comida, remédio, abrigo e uma carteira de identidade transitória.

No domingo, durante reunião preliminar do Mercosul, o chanceler Aloysio Nunes lamentou que o regime venezuelano “persista na violação sistemática dos princípio constitutivos do Mercosul”. “Reitero em alto e bom som a solidariedade do Brasil com o querido povo da Venezuela, sentimento que sei que é partilhado pelos demais membros do bloco”. 

Nesta segunda-feira, Temer também defendeu que o Mercosul atue em conjunto no combate ao crime organizado. “O crime organizado hoje não é mais nacional, é transnacional. Creio que o Mercosul possa ajudar a fazer a diferença nesse flagelo”, disse o presidente, afirmando que a segurança pública é prioridade de seu governo. 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.