REUTERS/Denis Balibouse
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Organismo de direitos humanos da ONU enviará equipe à Venezuela

Missão do Alto Comissariado das Nações Unidas estará no país caribenho entre os dias 11 e 22 para preparar eventual visita da alta comissária, Michelle Bachelet; equipe se reunirá com dirigentes governamentais, opositores e membros da sociedade civil

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de março de 2019 | 10h12

GENEBRA - O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos anunciou nesta sexta-feira, 8, o envio de uma missão de cinco pessoas à Venezuela, para reunir-se com "vítimas de violações dos direitos humanos".

A "missão técnica preliminar", que acontecerá de 11 a 22 de março, está destinada a preparar uma eventual visita da alta comissária, a chilena Michelle Bachelet, que foi oficialmente convidada pelo governo venezuelano em novembro, informou o organismo em um comunicado.

O objetivo é garantir "que a alta comissária tenha acesso irrestrito a todas as pessoas e a todos os lugares que deseje visitar, com o objetivo de obter uma visão nítida da situação dos direitos humanos no país".

"Durante a visita, a equipe se reunirá com dirigentes governamentais, representantes da Assembleia Nacional, com organizações da sociedade civil e com vítimas de violações dos direitos humanos", afirma o comunicado.

A equipe da ONU viajará a Caracas e outras cidades de vários Estados da Venezuela. "Nos Estados em que o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos não está presente é prática padrão enviar uma missão técnica preliminar e prévia à possível visita da alta comissária", explica o texto.

Esta semana, Bachelet afirmou em Genebra que a crise política, econômica e social na Venezuela é "exacerbada pelas sanções internacionais".

Vinte anos depois da chegada ao poder de Hugo Chávez, morto em 2013, seu sucessor Nicolás Maduro enfrenta protestos liderados pelo presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, reconhecido como chefe de Estado interino por mais de 50 países.

Quase 2,7 milhões de venezuelanos fugiram de seu país desde o início da crise política e econômica em 2015, de acordo com números da ONU. / AFP

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