Imprensa do Vaticano / AFP
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Ossos encontrados no Vaticano são anteriores a caso de menina desaparecida

Segundo especialistas, restos mortais são muito antigos para serem os de Emanuele, que desapareceu há 36 anos

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2019 | 18h43

ROMA - Especialistas que terminaram de examinar neste domingo, 28, os restos mortais encontrados em dois ossuários do Vaticano concluíram não haver ossos suficientemente recentes para ser os de Emanuela Orlandi, adolescente desaparecida há 36 anos, anunciou a Santa Sé.

As milhares de ossadas e fragmentos de ossos foram extraídos no dia 20 no subsolo do Colégio Pontifical Teutônico. Contudo, Giovani Arcudi, médico legista encarregado de dirigir a análise, “não encontrou nenhuma estrutura óssea que remonte a um período posterior ao fim do século 19”, disse o Vaticano em comunicado.

O especialista indicado pela família Orlandi exigiu uma análise mais abrangente de cerca de 70 ossos, que Arcudi considerou inúteis em razão da idade do material. Este restos mortais estão sob posse da Guarda do Vaticano, à espera de uma decisão da Justiça.

A descoberta se soma à tentativa do papa Francisco de ajudar a família de Emanuela, que desapareceu do centro de Roma em 1983. A família Orlandi não quer deixar de seguir qualquer pista, na tentativa de elucidar o que aconteceu com a menina de 15 anos, uma cidadã do Vaticano e cujo paradeiro é desconhecido.

“Queremos saber a verdade, mesmo que seja como jogar sal em uma ferida aberta, não vamos desistir”, disse Pietro Orlandi, irmão da jovem. / AFP

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