AP Photo/Thibault Camus
AP Photo/Thibault Camus

Pela primeira vez em 200 anos, Notre Dame não recebe celebração de Natal

Catedral está fechada desde que um incêndio destruiu parcialmente sua estrutura em abril deste ano

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2019 | 13h14

Pela primeira vez em 200 anos, a Catedral de Notre Dame não realizou a celebração de Natal, depois que um incêncio destruiu parcialmente sua estrutura, em abril deste ano. Por conta disso, católicos franceses se reuniram na Igreja de Saint-Germain l'Auxerrois para um culto celebrado pelo reitor da catedral Patrick Chauvet. "Não é a mesma sensação, mas ainda é uma missa de Natal", disse ao The Guardian, a adolescente Juliette, de 16 anos, que esteve em Paris com sua família para a noite de Natal. "Haverá um pensamento para Notre Dame hoje à noite, com certeza."

Durante dois séculos, o edifício permaneceu aberto para a celebração da data, até mesmo durante a ocupação nazista durante a segunda guerra mundial. O único período em que fechou foi durante o período revolucionário anticatólico, entre o final do século 18 e início do século 19.

De acordo com o reitor da catedral, as reformas do prédio só devem começar em 2021. Segundo ele, ainda há chances da igreja não ser completamente salva, por conta dos andaimes que estavam lá antes do incêndio, que podem cair sobre os arcos. "Só estará fora de perigo quando removermos os andaimes restantes", disse em entrevista ao Associated Press. O monsenhor acredita que devem ser necessários mais três anos para o prédio ficar seguro e, finalmente, poder receber visitantes novamente. 

O presidente francês Emanuel Macron estabeleceu um cronograma de cinco anos para reparar completamente o edifício, que ainda mantem andaimes e um guindaste sobre ele. Quase um bilhão de euros foram prometidos ou levantados para a reforma. 

A suspeita é de que uma ponta de cigarro ou uma falha técnica podem ter dado início ao incêndio da igreja de 800 anos.

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