Wakil Kohsar/ AFP
Wakil Kohsar/ AFP

Pentágono afirma que só um homem-bomba atacou aeroporto de Cabul; número de mortos passa de 180

Ao menos 13 soldados dos EUA morreram no atentado de quinta-feira; número de afegãos mortos chega a 170

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2021 | 12h43

CABUL - Apenas um homem-bomba cometeu o atentado da quinta-feira 26 nos arredores do aeroporto de Cabul, informou o Pentágono nesta sexta-feira, 27, corrigindo a declaração anterior sobre duas explosões separadas. "Não acreditamos que tenha havido uma segunda explosão no hotel Baron, ou perto dele. Foi apenas um homem-bomba", declarou o diretor adjunto do Estado-Maior Conjunto, general Hank Taylor.

Ainda existem 5.400 pessoas dentro do aeroporto esperando para serem retiradas do Afeganistão após o Taleban tomar o poder no país. Ainda segundo o Pentágono,  as operações de retirada continuam sob "ameaças específicas e críveis" de grupos terroristas.

O atentado da quinta-feira matou 13 soldados americanos e ao menos 170 afegãos, de acordo com um funcionário do Ministério da Saúde, que falou sob condição de anonimato com a emissora ABC News. Entrs os 170 mortos, estão 32 homens, 2 meninos e 4 mulheres.  A identidade das outras 132 vítimas ainda não foi confirmada. 

Na quinta, escritórios locais da Organização Mundial da Saúde falavam em 161 afegãos mortos, mas o número foi corrigido após contato com os hospitais que relataram a chegada de vítimas mortas em razão do atentado. 

O ataque de quinta foi o segundo mais letal para tropas americanas desde o início da ocupação e foi executado pela filial afegã do Estado Islâmico, conhecida como Isis-K e rival do Taleban. O Estado Islâmico Khorasan foi criado há seis anos por dissidentes do Taleban paquistanês. 

Essas foram as primeiras mortes de militares dos EUA no país  desde fevereiro de 2020, quando dois soldados foram vítimas de um ataque interno, promovido por um soldado afegão. O governo de Donald Trump assinou um acordo com o Taleban algumas semanas depois, que incluía a promessa de que o grupo militante não teria como alvo as tropas americanas. / NYT

 

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