Lam Yik Fei / The New York Times
Lam Yik Fei / The New York Times

Polícia de Hong Kong volta a agir contra manifestantes que desafiaram proibição dos atos

Desta vez, as forças de segurança atuaram perto do Escritório de Representação do governo chinês; várias pessoas foram presas e dois jornalistas ficaram feridos

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2019 | 15h32
Atualizado 28 de julho de 2019 | 18h18

HONG KONG - A polícia de Hong Kong voltou a lançar bombas de gás lacrimogêneo e atirar com balas de borracha neste domingo, 28, em manifestantes pró-democracia. Desta vez, as forças de segurança agiram perto do Escritório de Representação do governo chinês, durante um protesto que reuniu milhares de pessoas que desafiaram a proibição imposta pelas autoridades.

Os confrontos ocorrem um dia depois de incidentes violentos. No sábado, a polícia também usou essas medidas contra os participantes de um protesto em Yuen Long, distrito próximo à fronteira com a China, que também tinha sido proibido. 

Segundo o departamento de saúde local, 24 pessoas ficaram feridas, das quais 2 continuavam em estado grave. A polícia informou a prisão de 13 pessoas, entre elas o jovem ativista Max Chung - que havia tentado negociar a permissão da marcha em Yuen Long -, acusados de incitar uma reunião ilegal. 

A polícia e os manifestantes viveram horas de um impasse tenso neste domingo, depois que milhares de pessoas realizaram uma série de marchas não autorizadas pela cidade.

Um grupo de cerca de 200 manifestantes se dirigiu ao Escritório de Representação do governo chinês em Hong Kong, onde encontraram um grande contingente de agentes do Batalhão de Choque protegendo o prédio, cuja fachada já tinha sido alvo, na semana passada, de ovos e pichações de manifestantes.

Com um megafone, a polícia pediu aos manifestantes que interrompessem a "reunião ilegal", antes de darem início à chuva de balas de borracha e bombas de gás. Os manifestantes responderam lançando pedras, mas foram repelidos por agentes com cassetetes.

Várias prisões foram feitas no local. Dois jornalistas ficaram feridos e foram atendidos. 

Os confrontos terminaram por volta de 23h30 (12h30 em Brasília), quando manifestantes deixaram rapidamente e de forma coordenada a região, seguindo em direção às estações de metrô. 

Mais cedo, um grupo maior se concentrou no popular distrito comercial de Causeway Bay, onde a presença policial era menos ostensiva. Os manifestantes ergueram barricadas e bloquearam uma grande via, enquanto lojistas corriam para fechar as portas.

A multidão se concentrou no centro de Hong Kong. A polícia tinha autorizado um protesto parado em um parque, mas proibiu que o grupo seguisse com a marcha pelas ruas.

Hong Kong mergulhou na pior crise de sua história recente depois que milhões de manifestantes tomaram as ruas em junho em razão de um projeto de lei polêmico que teria permitido extradições para a China. Mais tarde, elas evoluíram para um apelo por reformas democráticas mais amplas.

Além disso, são recorrentes os confrontos violentos entre a polícia e os participantes dos protestos. Pequim condenou a violência, qualificada como "absolutamente intolerável". / AFP

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