Darnella Frazier / Facebook/Darnella Frazier / AFP
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Policial envolvido em morte de homem negro nos EUA é detido

Derek Chauvin responderá por assassinato em terceiro grau; ele já havia sido demitido em conexão com a morte ocorrida no dia 25

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2020 | 14h50
Atualizado 01 de junho de 2020 | 14h22

MINNEAPOLIS, EUA - O policial Derek Chauvin foi acusado formalmente nesta sexta-feira, 29, pelo assassinato em terceiro grau e de morte imprudente de George Floyd, homem negro que morreu quatro dias atrás durante uma abordagem, segundo informou o promotor do Condado de Hennepin, Mike Freeman.

Segundo a legislação do Estado de Minnesota, o assassinato de terceiro grau é aquele em que a morte é causada de maneira não intencional, por um ato eminentemente perigoso. A pena para o crime é de até 25 anos de prisão. O policial aparece em um vídeo ajoelhando sobre o pescoço de Floyd, que está algemado e morre após essa abordagem.   

A prisão de Chauvin aconteceu em meio à explosão de protestos e tumultos que tomou várias cidades americanas.  No vídeo, o policial mantém Floyd nessa posição por ao menos cinco minutos, enquanto ele grita: "Não consigo respirar!" antes de morrer. Floyd era considerado suspeito pela polícia de utilizar uma nota falsa de US$ 20 em um supermercado da região.

Chauvin já havia sido demitido em conexão com a morte ocorrida no dia 25, em Minneapolis. Ele trabalhava na polícia havia 19 anos.  Na quinta-feira, o mesmo Freeman afirmou que não pretendia acusar o Chauvin, o que intensificou a onda de protestos contra a violência dirigida aos negros, com atos em Minneapolis e, pelo menos, mais nove cidades dos Estados Unidos.

Manifestantes danificaram edifícios, bloquearam o tráfego e exigiram justiça para Floyd e outras vítimas de violência policial. Tiroteios ocorreram em várias cidades, incluindo Louisville, onde a polícia diz que sete pessoas ficaram feridas em uma troca de tiros com dezenas de disparos.

"Somente podemos apresentar acusações, quando temos suficientes provas admissíveis para provar um caso, para além da dúvida razoável", explicou o promotor, que não descartou a possibilidade de incluir outros agentes da polícia de Minneapolis no processo.

Além de Chauvin, outros quatro policiais foram demitidos, como resposta da corporação local, à morte de Floyd.

O agente, que é branco, foi filmado na última segunda-feira, enquanto abordava Floyd, que foi considerado suspeito de utilizar uma nota falsa de US$ 20 em um supermercado da região.

Com o homem já imobilizado, Chauvin começou a pressionar o pescoço dele com um dos joelhos, ato que durou alguns minutos e não foi interrompido mesmo com o Floyd afirmando que não conseguia mais respirar. Pouco depois, ainda sob custódia, o homem foi declarado morto. A frase de Floyd "Não consigo respirar" se transformou em um lema dos protestos. /AFP e EFE

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