Marcos Pin/EFE
Marcos Pin/EFE

Prefeitura no Equador distribui caixões de papelão

Em Guayaquil, uma das cidades mais atingidas pelo covid-19, solução foi encontrada para evitar corpos na rua

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2020 | 20h08

GUAYAQUIL, EQUADOR - A prefeitura de Guayaquil, cidade mais castigada pelo coronavírus no Equador, começou a entregar caixões de papelão para tentar responder à alta demanda das famílias das vítimas da pandemia. Diante da procura por caixões de madeira nos últimos dias, a solução encontrada foi recorrer a um material alternativo para entregar às funerárias e necrotérios locais. 

A prefeitura informou ter recebido uma doação de mil caixões de uma associação de fabricantes de papelão, que foram entregues a dois cemitérios locais. “É para que se possa cumprir a demanda de caixões, que está alta, ou porque não há na cidade ou porque são extremamente caros”, afirmou um porta-voz da associação. Os caixões de madeira dobraram de preço e chegam a custar cerca de R$ 5 mil. 

Na crise causada pela pandemia no país, a cidade de Guayaquil não estava conseguindo recolher os corpos de seus mortos, muitas vezes deixados nas ruas. No meio da semana, militares e policiais retiraram 150 corpos que jaziam em casas de Guayaquil, depois do caos que varreu a cidade e dificultou o transporte dos cadáveres por diferentes motivos. 

No sábado, o vice-presidente do Equador, Otto Sonnenholzner, pediu desculpas pelas imagens de mortos pelas ruas e residências na cidade. “Esta semana sofremos uma forte deterioração da nossa imagem internacional. Vimos imagens que nunca deveriam ter acontecido e, por isso, como seu servidor público, eu lhes peço desculpas”, afirmou Sonnenholzner em pronunciamento de rádio e televisão. 

 

O Equador informou neste domingo o registro de 3.465 casos de covid-19 no país, incluindo 172 mortos. A Província de Guayas, que tem Guayaquil como sua capital, tem a maior incidência de casos no Equador, com 2.402 contaminados e 122 mortos confirmados. 

Em todo território, está em vigor um toque de recolher de 15 horas. O presidente Lenín Moreno alega que 40% dos contaminados pelo coronavírus descumpriram o isolamento obrigatório./AFP 

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