Rodrigo Buendia/AFP
Rodrigo Buendia/AFP

Moreno dá prazo de dez dias para prisão de principal suspeito de assassinar jornalistas

Equipe do jornal 'El Comercio' foi sequestrada enquanto trabalhava em uma reportagem sobre violência na fronteira da Colômbia com o Equador; responsabilidade do caso foi atribuída a Walter Patricio Arizala Vernazala, conhecido como 'Guacho'

O Estado de S.Paulo

17 Abril 2018 | 03h21
Atualizado 17 Abril 2018 | 09h38

QUITO - O presidente do Equador, Lenín Moreno, estipulou um prazo de dez dias para a captura do dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Walter Patricio Arizala Vernazala, conhecido como "Guacho", principal suspeito do assassinato de três integrantes de uma equipe do jornal El Comercio, de Quito. A ordem foi dada aos ministros encarregados da área de segurança pública do país.

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“Os ministros responsáveis por esse processo têm um prazo de dez dias para realizá-lo. Tenho a certeza que vamos conseguir”, afirmou Moreno, em sua tradicional mensagem semanal, por rádio e televisão.

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O prazo de dez dias é o mesmo que Moreno concedeu a “Guacho” para sua entrega voluntária às autoridades. Ele é o principal suspeito do assassinato do jornalista Javier Ortega, de 36 anos, do fotógrafo Paúl Rivas, de 45 anos, e do motorista Efraín Segarra, de 60 anos. A equipe do El Comercio foi sequestrada enquanto trabalhava em uma reportagem sobre violência na fronteira da Colômbia com o Equador. 

O grupo armado de “Guacho” também é acusado de ser responsável por vários ataques na região fronteiriça. Diversos soldados morreram durante os conflitos.

“A Pátria está de luto, mas vai se restabelecer e nós vamos juntos colocar nosso inimigo para fora da nossa terra de paz”, acrescentou Moreno. “O Equador deve lutar para derrotar os grupos de criminosos e capturar o responsável por essa tragédia, o narcotraficante conhecido como ‘Guacho’.” / EFE

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