Tolga Akmen/Pool via Reuters
Tolga Akmen/Pool via Reuters

Príncipe Andrew deu 'zero cooperação' no caso Epstein, diz procurador

Epstein, milionário de 66 anos que era amigo de várias personalidades, entre elas Donald Trump, se matou na prisão em Nova York em agosto após ser acusado de abusar sexualmente de dezenas de menores

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2020 | 16h48

NOVA YORK - O príncipe Andrew do Reino unido ofereceu "zero cooperação" na investigação sobre os crimes do investidor Jeffrey Epstein, morto no ano passado, embora o FBI e o Ministério Público de Nova York tenham pedido para interrogá-lo, afirmou nesta segunda-feira, 27, o procurador do distrito sul, Geoffrey Berman, em entrevista coletiva.

Epstein, milionário de 66 anos que era amigo de várias personalidades, entre elas Donald Trump, se matou na prisão em Nova York em agosto após ser acusado pelo MP de abusar sexualmente de dezenas de menores. 

Ele jurava ser inocente, mas enfrentaria 45 anos de prisão se fosse considerado culpado de conspiração para traficar menores de idade. 

Andrew, de 59 anos, era amigo de Epstein. Uma americana que afirma ter sido vítima do milionário, Virginia Giuffre, garante também ter sido forçada a ter relações sexuais com o príncipe quando tinha 17 anos. 

O príncipe nega e defendeu sua amizade com Epstein em uma entrevista com a BBC, após a qual se viu obrigado a renunciar às suas funções oficiais. 

Em novembro, ele garantiu estar "disposto a ajudar qualquer agência encarregada das investigações, se quiserem isso". 

A morte de Epstein despertou diversas teorias da conspiração. Algumas sugerem que ele teria sido assassinado para evitar que revelasse informações de seus amigos poderosos. 

"Embora Epstein tenha se matado antes de seu julgamento, nossa investigação sobre os coconspiradores continua" disse Berman em frente à mansão do milionário, no Upper East Side, em Manhattan.

A coletiva de imprensa da qual Berman participou foi convocada para lembrar os sobreviventes de abuso sexual infantil que, graças a uma nova lei aprovada há um ano, eles têm até agosto deste ano para entrar com ações civis contra seus agressores. 

A organização de tráfico sexual juvenil Safe Horizon, que organizou a entrevista, disse que 1.300 ações civis já foram movidas graças à Lei da Criança Vítima, que permite que os sobreviventes reivindiquem indenização, independentemente de quando ocorreram os fatos.

Contactado pela France-Presse, o Palácio de Buckingham não reagiu imediatamente às declarações de Berman./AFP

Tudo o que sabemos sobre:
Jeffrey EpsteinPalácio de Buckingham

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.