Natacha Pisarenko/AP
Natacha Pisarenko/AP

Procuradoria boliviana abre ação penal contra Evo Morales por fraude em eleição presidencial

Justiça também investiga ex-presidente por sedição e terrorismo

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2020 | 19h27

LA PAZ - A procuradoria boliviana abriu um processo criminal contra o ex-presidente Evo Morales e seus colaboradores mais próximos por "fraude" nas eleições anuladas em outubro passado, disse o procurador-geral boliviano Juan Lanchipa nesta quarta-feira, 19. 

"Um novo caso foi aberto contra as ex-autoridades em relação à fraude eleitoral", disse Lanchipa a repórteres.

O ex-governante e candidato à presidência Carlos Mesa pediu na semana passada que a procuradoria amplie as investigações por crimes eleitorais a Morales, seu ex-vice-presidente Álvaro García e seus ex-ministros Juan Ramón Quintana (Presidência), Héctor Arce (Justiça) e Carlos Romero (Governo). 

Mesa considera que "a investigação contra seis membros do antigo Supremo Tribunal Eleitoral (TSE), cinco dos quais estão presos e um com prisão domiciliar" foi "inconclusiva, porque" não levou em consideração os autores intelectuais do fato".

Os crimes denunciados por Mesa são o uso de um documento falsificado e a alteração e obstrução dos processos eleitorais, bem como a ocultação de resultados.

O julgamento busca que "nunca mais um presidente do Estado, abusando de seu poder, zombe do voto do povo", explicou o advogado de Mesa, Carlos Alarcón. 

"É um fato de justiça, então, era inaceitável que apenas os seis membros eleitorais fossem processados quando não agiram nessa fraude em seu próprio benefício. Eles fizeram isso em benefício do ex-presidente Morales e sua liderança do governo", acrescentou Alarcón. A justiça também investiga Morales pelos delitos de sedição e terrorismo.

Senado

Também nesta quarta-feira, repórteres foram informados de que Evo Morales não poderá ser candidato a senador nas eleições de maio, como pretendia. As informações foram dadas por integrantes do partido Movimento ao Socialismo (MAS) ao jornal boliviano El Deber. 

Segundo o diário local, após um prolongado debate até meia noite, o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia decidiu impedir a candidatura de Evo Morales como senador por Cochabamba e de seu último chanceler, Diego Pary, por Potosí. /AFP

 

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