Heo Ran/Reuters
Heo Ran/Reuters

Sem aparições públicas, aumentam rumores sobre saúde de Kim Jong-un

Imprensas chinesa e japonesa falam em estado vegetativo e morte; líder não é visto desde o dia 11 de abril

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2020 | 17h47

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, estaria em estado vegetativo após ter tido complicações em uma cirurgia no coração, segundo informações de um médico enviado  pela China, vizinha e aliada. As informações sobre o estado de saúde do norte-coreano foram tema de matérias na imprensa americana, chinesa e japonesa neste sábado, 25, além de ser um dos assuntos mais comentados do Twitter.

Ontem, a imprensa controlada pelo governo o líder norte-coreano destacou o aniversário da fundação de suas Forças Armadas, em mais um evento sem a presença de Kim Jong-un, que não é visto em público desde 11 de abril.

O vice-diretor da televisão HKSTV, de Hong Kong, Shijian Xingzou, afirmou que uma fonte com conhecimento do país lhe relatou que Kim teria morrido. Outra reportagem, da revista semanal japonesa Shukan Gendai, informou que o ditador estava em estado vegetativo após as complicações decorrentes da cirurgia. Kim, de 36 anos, está acima do peso e é fumante.

O texto cita um médico chinês não identificado que teria integrado a comitiva enviada pela China à Coreia do Norte na sexta-feira. Uma delegação responsável pelas relações China-Coreia do Norte também foi enviada para Pyongyang.

A fonte citada pela revista japonesa e também pelo jornal britânico Daily Mail afirmou que Kim Jong-un “estava visitando o campo quando colocou a mão no peito e caiu". Ela também informou que o médico que acompanhava o líder norte-coreano aplicou a reanimação cardiopulmonar e o acompanhou até o hospital.

A China é o principal aliado e sócio comercial da Coreia do Norte e nas últimas décadas se tornou praticamente na única fonte de contato do regime de Pyongyang com o restante do mundo.

Sucessão

A Coreia do Norte nunca divulgou oficialmente a linha de sucessão. Kim tem três filhos, sendo o mais velho com 10 anos. Analistas avaliam que, no momento, quem tem mais chance de assumir o poder é sua irmã mais nova, Kim Yo-jong.

Ela tem sido umas figuras mais presentes nas aparições públicas de Kim nos últimos dois anos. Oficialmente, ocupa o cargo de vice-diretora do comitê do partido que governa o país, mas na prática atua como chefe de gabinete de Kim.

Acredita-se que ela tenha 31 anos e um controle firme de muitas funções no partido, estabelecendo-se como a principal fonte de poder por trás de uma liderança coletiva. "Por enquanto, Kim Yo-jong será a principal base de poder com controle do departamento de organização e orientação do Judiciário e da segurança pública", disse Cho Han-bum, do Instituto Coreano de Unificação Nacional.

Kim Yong-chol, vice-presidente do partido, que já foi responsável pela questão nuclear, e o ministro das Relações Exteriores, Ri Son-gwon, podem ser encarregados de lidar com assuntos diplomáticos.

O irmão mais velho de Kim Jong-un, Kim Jong-chol, não tem interesse em política e é músico, embora alguns analistas digam que ele mantém laços com os irmãos e poderia desempenhar um papel mais importante em uma situação especial.

A agência de notícias sul-coreana Yonhap detectou nesta semana ainda um "aumento incomum" na inspeção da artilharia e na realização de operações de vôo da força aérea do país. 

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