Natalia Kolesnikova/AFP
Natalia Kolesnikova/AFP

Tribunal Europeu condena Rússia por caso de jornalista morta e tratamento dado a Pussy Riot

Corte alega que Estado não investigou crime contra Anna Politkovskaya em 2006 e critica a forma com a qual integrantes de grupo punk foram tratadas durante julgamento

O Estado de S.Paulo

17 Julho 2018 | 08h39

ESTRASBURGO, FRANÇA - O Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH) condenou a Rússia nesta terça-feira, 17, por não investigar o crime contra a jornalista russa Anna Politkovskaya em 2006 e pelo tratamento dado a três integrantes do grupo punk Pussy Riot.

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"O Estado (russo) não cumpriu as obrigações relativas à efetividade e à duração da investigação que lhe cabe em virtude da Convenção" Europeia de Direitos Humanos, disse o TEDH em um comunicado.

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O tribunal também condenou a Rússia pelo tratamento dado durante o julgamento das integrantes do Pussy Riot, que tentaram cantar músicas contra o presidente Vladimir Putin na Catedral de Moscou em 2012.

Maria Alyokhina, Nadezhda Tolokonnikova e Yekaterina Samutsevich receberam um tratamento degradante durante o julgamento, considerou o TEDH, que também condenou Moscou por violação da liberdade de expressão.

No caso de Anna, a decisão foi tomada com o voto de cinco juízes a favor e dois contra (um russo e um eslovaco). O tribunal, ao qual apelou a família da jornalista, disse que, embora a investigação tenha reconhecido cinco homens como culpados do homicídio, não se pode considerar que ela foi feita de forma adequada, "porque não se fez qualquer esforço para identificar o mentor do assassinato".

"As autoridades elaboraram uma teoria sobre o instigador do homicídio, orientando sua investigação para um empresário russo que vivia em Londres, agora morto, mas não informaram os meios postos em ação para seguir essa pista", alegou o tribunal. / AFP

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