AP Photo/Markus Schreiber
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Trump ampliará lista de países com cidadãos vetados nos EUA

Governo planeja adicionar ao menos sete Estados, especialmente asiáticos e africanos

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2020 | 17h36

DAVOS, SUÍÇA - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 22, que seu governo está se preparando para adicionar alguns países à sua controvertida lista de países cujos cidadãos estão proibidos de entrar em território americano ou sofrem restrições severas.

“Estamos adicionando alguns países (à lista). Temos de garantir nossa segurança. Nosso país precisa estar seguro”, disse Trump em Davos, à margem do Fórum Econômico Mundial.

O Wall Street Journal informou que o governo Trump planeja adicionar sete Estados, especialmente asiáticos e africanos, entre eles a Nigéria. Segundo o jornal, os outros países afetados pela medida seriam Bielo-Rússia, Eritreia, Quirguistão, Mianmar, Sudão e Tanzânia.

Os primeiros países desta lista, em sua maioria muçulmanos, foram anunciados em janeiro de 2017, quando Trump assumiu a presidência, o que provocou fortes críticas. O decreto de Trump barrou cidadãos do Iraque, Iêmen, Irã, Síria, Líbia, Somália e Sudão. Na ocasião, o presidente americano também suspendeu por 120 dias o recebimento de qualquer refugiado.

Em setembro do mesmo ano, Trump ampliou sua polêmica lista de nacionalidades que terão entrada restrita em território americano, incluindo cidadãos de Coreia do Norte, Venezuela e Chade. O novo decreto excluiu o Sudão da lista.

A Casa Branca disse que as novas restrições são consequência de uma revisão no intercâmbio de informações por parte de governos estrangeiros. No caso da Venezuela, a alegação foi a de que o governo de Nicolás Maduro não cooperava para identificar cidadãos que representam ameaças à segurança nacional. / AFP e REUTERS

 

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