Pablo Sanhueza/Reuters
Pablo Sanhueza/Reuters

Governo chileno descarta incidentes significativos durante a eleição

Apenas ocorrências menores foram registradas em locais de votação; um dispositivo incendiário foi desativado

EFE

17 Dezembro 2017 | 14h37
Atualizado 17 Dezembro 2017 | 18h34

SANTIAGO - O Governo do Chile descartou hoje a ocorrência de incidentes significativos no início do segundo turno das eleições presidenciais, apesar de alguns eventos registrados na região de Araucanía nas últimas horas.

A declaração aos jornalistas foi feita pelo subsecretário do Interior, Mahmud Aleuy, que descarta a existência de problemas relevantes de ordem pública e segurança no início da votação, em que se enfrentam o candidato conservador Sebastián Piñera e o progressista Alejandro Guillier. Apenas incidentes menores foram registrados em locais de votação localizados na escola Millahue, no município de Santiago do Cerro Navia e na escola Leoncio Araneda Figueroa, na cidade de Cañete, em Aracena.

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Alehuy também informou que foi localizado "um dispositivo incendiário no Servel (Serviço Eleitoral do Chile, equivalente a um TRE no Brasil) de Temuco, capital da região de Araucanía, que foi devidamente desativado".

Além disso, o subsecretário do Interior revelou que ontem foi encontrado "um dispositivo de ruído na sede do PS (Partido Socialista) em Temuco".

Enquanto isso, na manhã deste domingo, 17, foram retiradas algumas árvores que bloqueavam o trânsito em uma estrada em Collipulli, uma cidade localizada na chamada "zona vermelha" do conflito mapuche, que envolve comunidades desse grupo étnico e o estado chileno.

Até agora, nenhum grupo se responsabilizou pela colocação do dispositivo incendiário ou da bomba de ruído. Também não foram encontrados panfletos de protesto, como aconteceu em outras ocasiões.

"A polícia está trabalhando nesta investigação, o promotor indicará qual é a informação preliminar e vamos estabelecer as queixas correspondentes", disse Aleuy.

O Serviço Eleitoral do Chile (Servel) desistiu de realizar a votação do segundo turno das eleições presidenciais do país na cidade de Villa Santa Lucía, destruída ontem por causa de um desmoronamento. A decisão foi tomada depois de o diretor regional do Servel, René Schmidt, ter analisado "múltiplas opções" e constatar que não havia um local apto para receber a votação.

Mais cedo, o subsecretário do Interior do Chile, Mahmoud Aleuy, tinha informado que o Servel realizaria a votação na cidade.

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Em nome do Poder Executivo, a porta-voz, Paula Narvaez, pediu aos eleitores que "venham votar confiantes no Chile, nas suas instituições e na seriedade e transparência de um processo internacionalmente reconhecido e valorizado".

Enquanto isso, o presidente do conselho de administração da Servel, Patricio Santamaría, informou que às 11 horas (horário local) já havia sido instalado um total de 42.678 mesas receptoras de votos, de um total de 42.890, equivalente a 99,50%.

No exterior, em um universo de 162 mesas, naquele momento haviam sido constituídas um total de 125, representando 77,16%.

A estimativa é de que os primeiros resultados sejam conhecidos por volta das 19h30 (horário local, 20h30 de Brasília), com 20% dos votos apurados. /EFE

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