Cristobal Saavedra Vogel/Reuters
Cristobal Saavedra Vogel/Reuters

Governo chileno diz que garante a segurança do papa, apesar dos ataques contra igrejas

Vários grupos estão planejando manifestações sobre questões que variam dos direitos indígenas aos escândalos de abuso sexual

Reuters

14 Janeiro 2018 | 02h52

O papa Francisco não estará em risco durante sua viagem ao Chile nesta semana, apesar de uma série de ataques contra igrejas católicas na capital Santiago, disse Mario Fernandez, ministro do Interior, no sábado, 13.

Vândalos incendiaram pelo menos duas igrejas, lançaram uma bomba caseira em outra e deixaram panfletos com ameaças ao pontífice no início da manhã da sexta-feira, dias antes da sua chegada ao país sul-americano. Ninguém ficou ferido e nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelos ataques.

Fernandez disse à estação de rádio local BioBio que pequenos grupos com capacidades limitadas foram os culpados, mas ele não nomeou nenhum deles.

+++ Igrejas católicas em Santiago sofrem ataques antes de visita do papa

"Estas são ações sérias e indesculpáveis, mas temos que colocar as coisas em perspectiva", disse ele. "Não estamos falando sobre grupos significativos que são verdadeiramente perigosos."

Francisco, de origem argentina, o primeiro pontífice latino-americano, chegará ao Chile na segunda-feira.

Ele deve celebrar uma missa em um parque de Santiago na terça-feira, em que são esperadas mais de 500 mil pessoas. 

+++ Antes da visita do papa ao Peru, fogo atinge estátua de Cristo doada pela Odebrecht

Vários grupos estão planejando manifestações sobre questões que variam dos direitos indígenas aos escândalos de abuso sexual.

O papa também visitará as cidades de Temuco e Iquique antes de ir para Peru.

Em Lima, um incêndio danificou a imagem do Cristo do Pacífico, uma estátua de 35 metros de altura, na noite de sábado. A polícia disse que o fogo foi resultado de uma falha elétrica, descartando a possibilidade de um ato de vandalismo ou sabotagem. /REUTERS

 

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